25/02/2015 14h44 – Atualizado em 25/02/2015 14h44
A presidente tratou as medidas econômicas de seu governo como ajustes que propiciarão a retomada de um novo ciclo de desenvolvimento no país
Fonte: Zero Hora
A presidente Dilma Rousseff disse, nesta quarta-feira, que o governo não tem como baixar o preço do diesel. A redução é uma das reivindicações dos caminhoneiros que bloqueiam rodovias de pelo menos nove Estados do país desde domingo.
— O governo não tem como baixar o preço do diesel — disse ela, após participar de cerimônia de entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Feira de Santana (BA).
A presidente defendeu a política de preços do governo para os combustíveis, que não é diretamente vinculada à cotação internacional do petróleo, e disse que a estratégia será mantida.
— Passamos 2013 e 2014 sob um conjunto de críticas dizendo que governo e Petrobras tinham que elevar preço (dos combustíveis). Não elevamos, passamos todo o período de US$ 100 a US$ 120 o barril sem mexer significativamente nos preços. E agora também não mexemos, o que fizemos foi recompor a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), e não elevamos uma vírgula o preço, nem abaixamos. A política sempre é melhor quando ela é estável, o que não é possível é submeter o país à política dos preços do petróleo — argumentou.
“Faço ajustes no meu governo como a dona de casa”
Ao defender as medidas de ajuste fiscal promovidas pela equipe econômica neste segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff disse, nesta quarta-feira, que promove “algumas correções”, “como uma mãe, como uma dona de casa” faz com o orçamento doméstico.
— Precisamos fazer ajustes e faço ajuste no meu governo como a dona de casa faz na casa dela — disse.
Dilma defendeu a necessidade dos ajustes, que, segundo ela, são feitos para melhorar e focar os programas sociais, “garantindo oportunidades”.
— Essas correções dizem respeito ao fato de que para o Brasil é muito importante focar os programas sociais. Fazer com que se beneficie só quem precisa deles — disse a presidente, que garantiu que a mudança de rota não paralisará os programas sociais do governo.
Sobre o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, a presidente garantiu que as moradias da terceira fase do programa serão melhores do que as que são entregues hoje.

