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domingo, 3 de maio de 2026

Doença de Alzheimer é tema de filme ganhador do Oscar 2015

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08/03/2015 08h30 – Atualizado em 08/03/2015 08h30

Doença de Alzheimer é tema do filme Para Sempre Alice, um dos ganhadores do Oscar 2015

Fonte: Da Assessoria

  • Associação Brasileira de Alzheimer, com patrocínio da Novartis, é apoiadora do lançamento do filme no Brasil com o objetivo de aumentar o alcance de informações sobre a doença

  • O filme ganhador de Oscar 2015 pela atuação da atriz Julianne Moore estreia nos cinemas de todo país em 12/03, e retrata de forma sensível a realidade dos pacientes

  • No Brasil, 1,2 milhão de brasileiros têm Alzheimer, sendo que grande parte deles ainda não teve diagnóstico correto ou precoce

São Paulo, 6 de março de 2015 – Estreia no dia 12 de março, nos cinemas de todo o Brasil, “Para Sempre Alice”, vencedor do Oscar de melhor atriz pela atuação de Julianne Moore interpretando uma paciente de Alzheimer, doença que acomete mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo. O lançamento no Brasil é apoiado pela Associação Brasileira de Alzheimer, por meio de patrocínio da Novartis, e mostra de forma sensível e fiel, o impacto do diagnóstico, os estágios da doença, além das dificuldades de enfrentamento da família diante da nova situação.

“O filme tem um papel social extremamente importante de conscientização e alerta sobre os sinais da doença que não devem ser subestimados. Ainda há muitos mitos em torno do Alzheimer, mas a medicina já demonstrou que quanto mais cedo o diagnóstico for feito, melhor pode ser a qualidade de vida do paciente e mais vagarosa é a evolução da doença”, explica Dr. Rodrigo Rizek Schultz, neurologista e Diretor Científico da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, perder a memória e ficar confuso não faz parte do envelhecimento. Há 10 sinais importantes que devem ser observados: perda de memória, dificuldade de execução de tarefas conhecidas, problemas com a linguagem, desorientação no tempo e no espaço, perda de crítica, problemas com pensamento abstrato, perda de objetos, mudança no humor e no comportamento, mudanças na personalidade e perda de iniciativa. Qualquer um desses sintomas merece ser investigado por médicos.

A Doença de Alzheimer ainda não tem cura e se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as pessoas diagnosticadas são idosas, mas podem ocorrer casos precoces, como no filme, que trata de um tipo raro da doença que acomete a personagem aos 50 anos. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Sobre a Doença de Alzheimer

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dela. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico. A idade é o principal fator de risco para a Doença do Alzheimer. Após os 65 anos, por exemplo, o risco de se desenvolvê-la dobra a cada cinco anos. As mulheres parecem ter risco maior de desenvolver a doença, mas isso pode acontecer pelo fato de elas viverem mais do que os homens.

Sobre o Para Sempre Alice

Adaptado do romance de Lisa Genova “Para Sempre Alice” (Ediouro), o longa-metragem homônimo conta a história da renomada linguista Alice Howland (Julianne Moore) casada com marido dedicado (Alec Baldwin) e mãe de três filhos: Lydia (Kristen Stewart), Anna (Kate Bosworth) e Tom (Hunter Parrish), mas aos 50 anos começa a esquecer palavras e logo descobre sofrer da Doença de Alzheimer. Ela decide lutar contra todas as probabilidades para manter sua vida, seus relacionamentos e a noção de si mesma.

Durante a preparação, Julianne contou com suporte da Associação Nacional de Alzheimer nos Estados Unidos, que a colocou em contato com vários pacientes, e da especialista na doença, Mary Sano, professora de psiquiatria e diretora do Centro de Pesquisas de Alzheimer na Escola de Medicina Mount Sinai, de Nova York. Lá a atriz teve contato com neuropsiquiatras que, inclusive, aplicaram os testes cognitivos que são demonstrados no filme. Ela também visitou grupos de apoio a mulheres com a doença. “Para mim o mais importante foi ter recebido muitos retornos das pessoas dessa comunidade dizendo que eles se sentiram vistos, compreendidos e reconhecidos. Isso foi muito importante porque há muita vergonha em relação aos pacientes de Alzheimer e a maioria deles sente que não está sendo compreendida”, analisa a atriz.


Julianne Moore venceu o Oscar de melhor atriz interpretando uma paciente de Alzheimer


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