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domingo, 16 de agosto de 2026

Trabalhadores e trabalhadoras ocupam as ruas de Campo Grande

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13/03/2015 14h45 – Atualizado em 13/03/2015 14h45

Fonte: Fetems

Ao final da manifestação a Polícia Militar confirmou que mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, de todo o Mato Grosso do Sul, tomaram as ruas do centro da capital, Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (13), em defesa da democracia, da Petrobras e pela Reforma Política. O ato se somou a mobilização organizada pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais de todo o Brasil. A concentração foi na histórica praça que abriga a luta dos movimentos há anos, a Praça do Rádio.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, Roberto Magno Botareli Cesar, ir para a rua lutar por direitos é o que a classe trabalhadora desse país mais sabe fazer. “Ocupamos com muito orgulho as ruas das principais capitais do nosso país em defesa do que acreditamos ser essencial para o nosso país: a democracia, a Petrobras e a real e urgente necessidade de uma Reforma Política, que permita igualdade nas disputas eleitorais e o fim da corrupção”, disse.

presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS), Genilson Duarte, a classe trabalhadora atendeu o chamado de suas organizações sindicais e sociais e vieram para a rua defender o regime democrático brasileiro. “O vem pra rua classe trabalhadora mostrou que temos cara, temos voz e temos vez, pois somos unidos e jamais vamos deixar que a democracia de nosso país seja atingida por um grupo que possui intenções claras de tomar o poder pela força e ao mesmo tempo também temos capacidade de cobrar que o Governo Federal tenha comprometimento com a política de desenvolvimento e com o direito dos trabalhadores”, afirma.

Segundo a dirigente estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/MS), Marina Ricardo Nunes, em Mato Grosso do Sul a unidade do campo e da cidade se fortalecem a cada luta juntos. “Unidos somos mais fortes e capazes de tocar a revolução que esse país tanto necessita. O MST sempre terá lado em suas lutas e sempre será o dos trabalhadores e trabalhadoras que sonham com um Brasil das reformas: agrária, política, urbana e tributária. Um país desenvolvido, com justiça social e soberania alimentar. Ocupamos, resistimos, produzimos e lutamos sempre”, conclui.

A FETEMS participou da atividade com delegações de trabalhadores e trabalhadoras em educação de todo o Estado, defendendo a democracia e mais recursos para educação pública.

Entenda os pontos de defesa do ATO:

– Da Petrobras: Para o movimento que foi às ruas neste dia 13 defender a Petrobras é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária. Eles não admitem que a Petrobras continue sendo desmoralizada por setores da sociedade que sempre tentaram enfraquecê-la e seguem fazendo de tudo para apropriarem de uma de nossas maiores riquezas e entregá-la para o capital estrangeiro. Não aceitam que este patrimônio do povo continue sendo alvo de uma campanha de criminalização de setores da mídia que atendem aos interesses da burguesia brasileira que estão tentando transformar o ano de 2015 em um terceiro turno eleitoral presidencial.

– Da Democracia: São contrários a qualquer tentativa de desestabilização das instituições democráticas e reafirmam o estado de direito, a democracia e a vontade soberana do povo brasileiro advinda das urnas nas eleições de outubro de 2014. A crise não pode sacrificar a opção da maioria do povo brasileiro pela via democrática. Afirmam que todas as denúncias devem continuar sendo investigas rigorosamente pela justiça brasileira. Exigem que todos os denunciados comprovados os crimes, sejam presos. Tanto os corruptores, como os corruptos. A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical, pois estes nunca tiveram medo da verdade.

– Da Reforma Política: Frente a este cenário, entende-se que a crise se combate com o crescimento econômico, com a inclusão social, com a diminuição das desigualdades, com o fortalecimento dos movimentos sociais e a ampliação das políticas públicas e dos direitos dos trabalhadores (as). Por isso, defendemos: aumento real do salário mínimo, reforma política, reforma agrária, reforma tributária e fiscal, taxação das grandes fortunas, correção da tabela do imposto de renda, demarcação das terras indígenas, democratização dos meios de comunicação, mais recursos para a saúde e educação, defesa da Petrobras, contra a retirada de direitos, contra toda e qualquer forma de privatização de empresas públicas, combate à corrupção, investigação e punição dos corruptos e corruptores, como explicitado acima. Exigem as garantias constitucionais e as reformas necessárias para que o país continue a mudança no rumo da superação das desigualdades sociais, políticas e econômicas. As elites brasileiras precisam respeitar a vontade e a decisão do povo.

Movimento tem como objetivo impor o regime democrático brasileiro / Foto: Divulgação

Policia confirma a presença de mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras de Campo Grande e região do estado do Mato Grosso do Sul / Foto: Divulgação

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