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terça-feira, 28 de abril de 2026

Unfpa quer reintegrar rapidamente meninas sequestradas pelo Boko Haram

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04/05/2015 11h00 – Atualizado em 04/05/2015 11h00

Fonte: Rádio ONU

O diretor-executivo do Fundo da ONU para a População, Unfpa, Babatunde Osotimehin , afirmou que as meninas sequestradas pelos militantes do Boko Haram, na Nigeria, apresentam um alto nível de stress.

Mais de 300 mulheres e meninas foram libertadas em operação do exército nigeriano, na semana passada, na floresta de Sambiza.

Terapia

Osotimehin fez a declaração em entrevista a jornalistas neste domingo, na capital Lagos, sobre a intervenção militar. Segundo as agências de notícias, calcula-se que o Boko Haram tenha sequestrado mais de 2 mil mulheres.

O chefe do Unfpa disse que algumas das meninas apresentam níveis de stress maiores do que se podia esperar, daí a necessidade de um aconselhamento mais intenso aliado a um trabalho individual para garantir que elas se sintam mais a vontade.

Ele declarou que está satisfeito porque as comunidades não expulsaram nem rejeitaram as meninas que foram sequestradas, o que considerou uma parte importante do processo de terapia.

De acordo com o exército, mais de 700 pessoas foram retiradas do controle das milícias durante a ofensiva contra o grupo islâmico.

Escola

Osotimehin disse que agora a situação parece estar estabilizando, mas segundo ele, é preciso garantir que as meninas possam ir à escola e sejam reintegradas à estrutura social da região.

A educação é a mais importante intervenção na área da mulher, lembrou o chefe do Unfpa ao se declarar otimista e feliz com o estado atual do processo e as perspetivas do fim das hostlidades num futuro próximo. Ele afirmou que com o fim do conflito, a expectativa é reabilitar as pessoas para que possam viver nas comunidades.

Chibok

As agências de notícias dizem também que, aparentemente, no grupo das recém-libertadas do Boko Haram não estão as mais de 200 estudantes sequestradas há um ano na área de Chibok.

De acordo com a ONU, mais de 3 milhões de pessoas vão precisar de assistência alimentar urgente de maio a outubro no nordeste da Nigéria. O número de deslocados internos na área aumentou em mais de 300 mil nos últimos dois meses para 1,4 milhão.

Meninas nigerianas. Foto: Irin/Obinna Anyadike

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