07/05/2015 14h00 – Atualizado em 07/05/2015 14h00
Dando continuidade a luta movimentos agrários pedem reestruturação do órgão.
Fonte: Assessoria MST
Desde o dia 1º de maio os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul estão em luta, após cinco dias da Marcha da Classe Trabalhadora do Campo e da Cidade, cerca de mil pessoas participaram de um grande ato em uma das principal praça de Campo Grande, a Ary Coelho, logo após isso os movimentos agrários deram continuidade a sua luta e ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/MS), na manhã desta quarta-feira (6), por volta das 8hs.
Na ação de ocupação desta quarta-feira cerca de quinhentos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso do Sul (MST/MS), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetagri), do Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA) e da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS) estão participando da ocupação do Incra.
De acordo com o dirigente do MST/MS, Jonas Carlos da Conceição, os movimentos ocupam o INCRA para mudar a atual realidade do órgão que está a cinco anos sem realizar um dos seus principais objetivos, a Reforma Agrária. ” A realização da reforma agrária no Brasil é lenta e enfrenta várias barreiras, em MS, por exemplo, a cinco anos estamos com este processo totalmente paralisado principalmente por conta do sucateamento do Incra, que não possui estrutura física, nem financeira para tocar o que é necessário”, afirma.
Além disso, Jonas Carlos, colocou que uma das reivindicações dos movimentos é a participação na articulação sobre o próximo nome do superintendente do Incra/MS, pois na semana passada o cargo ficou vago com a demissão de Celso Cestari. “Nossa luta é por um superintendente técnico, que tenha ações concretas, conheça sobre Reforma Agrária e consiga se articular para mudar a realidade em que se encontra o órgão, pois dessa maneira teremos como cobrar um maior envolvimento na resolução de nossos problemas”, disse.
Segundo Dinho Lopes, também da direção do MST, a Reforma Agrária tem o objetivo de efetuar a distribuição da terra para a realização de sua função social e não é o que está acontecendo em MS. “Atualmente temos cerca de cinco mil acampados conforme o Estatuto da Terra, criado em 1964, o Estado tem a obrigação de garantir o direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha e isso não tem acontecido, por isso estamos aqui, ocupando, resistindo e batalhando por mudanças para acampar o nosso pessoal e garantir estrutura para os nossos assentamentos”, ressalta.
Para Ramiro Moises, dirigente da Fetagri, a única saída dos movimentos foi ocupar o órgão responsável por Reforma Agrária. “Nós só sairemos daqui quando um representante nacional do Incra descer em Campo Grande e deliberar resoluções para a realidade do nosso Estado”, conclui.
Após Assembleia Geral dos movimentos a definição é permanecer no INCRA até acontecer deliberações nacionais que apontem a saída para a situação da Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul. Na manhã desta quarta-feira um dos dirigentes do MST/MS, Cleiton Valença, fez uso da palavra durante sessão da Assembleia Legislativa onde ressaltou sobre as lutas da Marcha da Classe Trabalhadora.


