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terça-feira, 28 de abril de 2026

Grupo islâmico planejava atentados contra políticos, feministas e jornais

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08/06/2015 13h23 – Atualizado em 08/06/2015 13h23

Grupo islâmico planejava atentados contra políticos, feministas e jornais franceses

Fonte: RFI

O grupo terrorista islâmico Forsane Alizza, que atuava na França sob a fachada de uma organização que combatia a islamofobia, será levado aos tribunais a partir desta segunda-feira (8), em Paris. A célula extremista, que foi dissolvida pela polícia francesa em 2012, planejava atacar personalidades como o ex-presidente Nicolas Sarkozy, além de órgãos de imprensa, como o jornal de esquerda Libération.

Segundo dados coletados pela investigação, o grupo liderado pelo “emir” Mohamed Achamlane, de 37 anos, possuia um agente infiltrado dentro da companhia telefônica Orange e, através dele, obteve um banco de dados com endereços e informações pessoais de diversas personalidades consideradas inimigas da cultura islâmica, entre elas muitos políticos do UMP, partido de Nicolas Sarkozy, como o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin.

Também estaria na mira do grupo o escritor Éric Zemmour, conhecido por seus ataques virulentos contra a presença islâmica na França, além de Silhem Hachbi, líder do movimento feminista “Ni Pute, Ni Soumise” (“Nem puta, nem submissa”). Nas mensagens trocadas com o informante, o líder do grupo pedia dados de policiais, juízes e deputados, “para formarmos um grande banco de informações e constituir uma forma de pressão”.

Em um arquivo intitulado “dados UMP.odt” (“dados do partido UMP”), os juízes antiterroristas dizem ter encontrado informações como modelos dos carros, emails e número de filhos de integrantes do partido de centro-direita, que foi responsável pela prisão dos integrantes do Forsane Alizza, na gestão de Nicolas Sarkozy. Os documentos também revelam que o grupo pretendia atacar com coquetéis molotov o jornal Libération, em represália por ter ajudado a equipe de outro veículo, o Charlie Hebdo, quando este teve sua sede incendiada pelo próprio Forsane Alizza.

Julgamento

Todos esses dados recolhidos pela investigação ao longo dos últimos anos devem pesar, a partir de hoje, contra 15 integrantes do grupo, que serão julgados sob acusação de planejar atentados sob a fachada de lutar contra a islomofobia.

No centro da investigação está Mohamed Achamlane, fundador do site Forsane Alizza, que dizia combater o preconceito contra muçulmanos na França. Mas, em 2011, a agressividade de seu discurso o levaria aos tribunais por incentivo à discriminação racial ou religiosa.

Mesmo assim, o grupo continuou organizando manifestações, principalmente contra a proibição do véu itengral usado por algumas mulheres muçulmanas, o niqab. Em janeiro de 2012, o grupo foi dissolvido pelo Ministério do Interior francês, acusado de apologia à luta armada.

Na sequência da ação policial, o Forsane Alizza publicou um manifesto em que exigia a retirada das tropas francesas de todos os territórios de maioria muçulmana, além do fim das leis contra o véu e o niqab. “Se nossas exigências não forem levadas em conta, consideraremos que o governo francês entrou em guerra contra os muçulmanos”, dizia o texto.

Ao longo da investigação, integrantes do Forsane Alizza foram rastreados buscando informações sobre compra de armas na internet. Em um chat, o líder Achamlane diz que “por Allah todo poderoso, vamos deixar cicatrizes na França”. Se condenados, os 15 membros do grupo podem pegar até 10 anos de prisão.

Mohammed Achamlane, líder do grupo radical islâmico, vai a julgamento a partir de hoje.  Reuters/Stephane Mahe

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