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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Em São Francisco, chefe da ONU reforça papel da organização

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29/06/2015 13h05 – Atualizado em 29/06/2015 13h05

Fonte: Rádio ONU

Uma cerimônia em São Francisco marcou os 70 anos da Carta das Nações Unidas. O documento foi assinado por 50 países, na cidade da Califórnia, em 26 de junho de 1945.

Na Carta da ONU estão escritos todos os princípios da organização e funções de órgãos como Assembleia Geral e Conselho de Segurança. No evento em São Francisco, o secretário-geral afirmou que a criação do documento foi uma “jogada gloriosa”.

Humanidade

Segundo Ban Ki-moon, no ano em que acabava a Segunda Guerra Mundial, delegações de vários países “apostaram na humanidade”. O secretário-geral explicou que foram dois meses até que o texto completo do documento ficasse pronto.

Ban Ki-moon disse que para criar as Nações Unidas, foram necessários grandes saltos para que as diferenças entre representantes de tantos países fossem ultrapassadas.

O secretário-geral afirmou que com a adoção da Carta da ONU, “um mundo em escombros encontrou o caminho da renovação”.

Ele afirmou que todos os dias a ONU alimenta as pessoas famintas, abriga os refugiados e vacina crianças contra doenças que podem matar. As Nações Unidas também defendem diariamente direitos humanos para todos, sem importar a raça, religião, nacionalidade, gênero ou orientação sexual.

Apartheid

Ban declarou que a ONU liderou a luta para desmantelar o colonialismo, levando liberdade a milhões de pessoas. A organização também liderou o mundo para derrotar o “apartheid”, sistema de segregação racial usado pela África do Sul.

Além disso, o secretário-geral disse que as tropas de paz estão na linha de frente de guerras e os mediadores da instituição estão levando representantes dos lados em conflito à mesa de negociações.

Ban encerrou o discurso dizendo que a ONU “é a esperança e a casa de toda a humanidade e a Carta das Nações Unidas representa o compasso”.

Nova York

Em Nova York, o aniversário de 70 anos da Carta da ONU também foi celebrado na sede da organização.

O vice-secretário-geral, Jan Eliasson afirmou que o documento “é essencialmente uma expressão de esperança” .

Eliasson disse que a Carta foi escrita no final de um dos períodos mais negros da história humana.

Segundo o vice-chefe da ONU, o documento simboliza a “esperança e as aspirações que podem levar o mundo da forma atual mais perto do mundo que deveria ser”.

Ele afirmou que “isso pode ser feito através da cooperação, do diálogo, de acordos pacíficos de disputas e do respeito aos direitos humanos”.

Eliasson declarou a Carta ainda representa “os sonhos e as aspirações fundamentais e compartilhados de mais de 7 bilhões de pessoas no mundo”. Essas pessoas, segundo ele, representam “os Povos que estamos aqui para servir”.

Tolerância e Harmonia

O embaixador da Islândia, Einar Gunnarsson, disse em nome do presidente da Assembleia Geral, Sam Kutesa, que ao firmar a Carta da ONU, há 70 anos, os países concordaram em praticar a tolerância e a viver em harmonia como uma comunidade de nações.

Gunnarsson afirmou que os líderes mundiais também concordaram em unir suas forças para manter a paz e a segurança internacionais e a promover avanços econômicos e sociais para todos.

O embaixador disse ainda que as Nações Unidas continuam lutando pelo progresso e o bem-estar da humanidade. Os esforços vão de desarmamento ao combate ao terrorismo e extremismo; da prevenção de conflitos a operações de manutenção e construção da paz, entre outros.

Ele afirmou que o trabalho da ONU tem impacto direto no bem-estar das pessoas no mundo inteiro em questões relacionadas à paz, à segurança, ao desenvolvimento e aos direitos humanos.

Ban Ki-moon durante a cerimônia em São Francisco. Foto: ONU/Mark Garten

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