20/08/2015 16h31 – Atualizado em 20/08/2015 16h31
Fonte: Fetems
A Fetems e seus 73 sindicatos filiados, participaram, na manhã desta quinta-feira (20), do ato organizado pela Frente Brasil Mato Grosso do Sul, que congrega diversos movimentos sociais, sindicais e políticos, no Centro de Campo Grande, na defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva e por saídas populares para a crise.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, diante o cenário de disputa colocado, não tem como os movimentos sociais e sindicais ficarem inertes. “Estamos nas ruas de todo o Brasil nesta quinta-feira, para defender os direitos da classe trabalhadora, liberdade e democracia, saídas populares para resolver a crise econômica e dizer um grande ‘não’ às pautas conservadoras e os ataques aos nossos direitos”, disse.
A entidade participou do ato com representantes de todo o Estado. Confira a pauta de reivindicações detalhada:
- Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise!
A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.
- Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!
Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.
- A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!
É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

