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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Dia Nacional do Surdo; em Amambai, intérpretes fazem a diferença

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25/09/2015 11h09 – Atualizado em 25/09/2015 11h09

26 de setembro, Dia Nacional do Surdo

Em Amambai, intérpretes fazem a diferença

Fonte:Da Redação

Amambai (MS)- O mês de setembro é um mês especial para a Comunidade Surda do Brasil, visto que se comemora no dia 26 de setembro o Dia Nacional do Surdo, data em que são relembradas suas lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania.

É um dia importante para a comemoração, pois no ano 1857 foi criada a primeira escola de surdos do Brasil, localizada na cidade do Rio de Janeiro. Na época, o Imperador Dom Pedro II convidou Ernest Huet, um professor francês, que também era surdo pra ministrar aulas para crianças surdas no prédio que se chamava Instituto Imperial de Surdos-Mudos.

No Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 1,1% da população apresenta deficiência auditiva. Cerca de 0,9% dos brasileiros ficou surdo em decorrência de alguma doença ou acidente e apenas 0,2% nasceu surdo.

Surdos em Amambai

Amambai conta hoje com uma população de surdos de aproximadamente 20 pessoas, dentre eles, seis estão em idade escolar e se encontram devidamente matriculados nas redes estadual e municipal de ensino de Amambai.
Existem diferenças entre o surdo e o deficiente auditivo. O deficiente auditivo é considerado aquele que tem o uso da audição parcialmente dificultada, já o surdo tem a perda completa da audição.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Educação Especial (Nuesp) de Amambai, Raquel Cazari Medeiros, todas as escolas do município que atendem alunos surdos ou deficientes auditivos obedecem as normas do Decreto Federal que delibera presença de um tradutor de libras ou mediador dentro das salas de aula. “Estamos tendo o cuidado para que todas as escolas que possuem surdos na sua grade de alunos terem um intérprete de libras ou um instrutor mediador, caso o aluno não tenha conhecimento da língua de sinais”, declara a coordenadora.

Os intérpretes e mediadores são convocados pelo Estado e avaliados pelo Centro de Atendimento ao Surdo e Deficiente Auditivo (CAS-DA). Eles recebem apoio da Prefeitura Municipal para fazerem curso de aperfeiçoamento de libras, que acontece mensalmente em Campo Grande.

Raquel ressalta que o surdo tem a particularidade de se expressar de formas diferentes. “Eles podem se comunicar através da língua de sinais, leitura labial e também por gesticulação”, declara a coordenadora.

A coordenadora ainda conta que o Nuesp pretende oferecer um curso de libras destinado à população, para que pessoas de diversos segmentos tenham o domínio da linguagem de sinais e assim, os surdos tenham mais direito à inclusão. Ela cita o exemplo de instituições como igrejas, onde não há intérpretes e sendo assim, o surdo fica impossibilitado de frequentar porque sabe que não será compreendido e não compreenderá o que for dito. “Meu maior sonho é que tenha libras nas igrejas do nosso município, para que os nossos surdos tenham mais acessibilidade, mais direito de participação nos demais segmentos da sociedade”, finaliza ela.

Aluno Sergio Leandro, da escola Agrotécnica Lino Amaral Cardinal e a interprete Beatriz Lisboa / Foto: Arquivo Pessoal

O dia do Surdo é comemorado no dia 26 de setembro / Foto: Divulgação

Coordenadora do Núcleo de Educação Especial, Raquelç Cazari de Medeiros / Foto: Moreira Produções

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