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sábado, 15 de agosto de 2026

Setor do etanol enfrenta dificuldades com alta no custo de produção

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23/09/2015 08h44 – Atualizado em 23/09/2015 08h44

Fonte: Famasul

Dados referentes do setor sucroenergético apontam para uma safra de cana-de-açúcar 2015/16 mais alcooleira. Com a crescente demanda de etanol no mercado, líderes da cadeia produtiva destacam a implementação de políticas e investimentos para a competitividade do biocombustível.

O aumento do consumo de etanol, numa média de 1,5 bilhão de litros por mês, e a elevada demanda, ainda não são suficientes para recuperação do setor sem as medidas necessárias. Especialistas questionam as iniciativas governamentais adotadas, recentemente, para a recolocação do etanol. O retorno da CIDE, por exemplo, é considerado insuficiente para alavancar as usinas, que ainda enfrentam baixa produtividade.

Segundo o presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, o preço do hidratado ainda não está cobrindo os custos de produção. “Sua comercialização é frágil”, afirma Plinio, durante a Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol. Já para o presidente da Coruripe, Jucelino Sousa, apesar dos preços da gasolina estarem em alta, no caso do etanol, os valores seguem estáveis, sem reflexos lucrativos para a produção.

De acordo com o presidente da Tereos, Jacyr Costa Filho, diante deste cenário, o setor segue prejudicado por falta de estímulos ao produtor. “Precisamos de um marco regulatório para o mercado de etanol. Temos conversas constantes com o governo para que seja definida uma política de longo prazo que garanta o papel do etanol na matriz energética do País e possibilite a retomada de investimentos neste segmento. Somente a valorização das externalidades positivas do biocombustível derivado da cana – uma fonte de energia limpa e renovável – em relação à gasolina trará uma solução sustentável que atenda definitivamente aos consumidores e produtores”, explica Jacyr.

Outros grandes produtores sugerem ações de precificação que beneficiem também as usinas. “Atualmente, o etanol é competitivo a nível do consumidor, mas o produtor ainda não é remunerado. Não temos o retorno financeiro. É preciso voltar o olhar para um diferencial na remuneração dos custos”, aponta o presidente Raízen, Pedro Mizutani. Ele ainda completa: “Para que o setor possa crescer, serão necessários investimentos, como por exemplo, uma CIDE adicional, ou uma forma de incremento para competitividade”. Avalia.

Setor do etanol enfrenta dificuldades com alta no custo de produção

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