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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Deputados aprovam aumento da alíquota do ICMS para supérfluos

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05/11/2015 08h49 – Atualizado em 05/11/2015 08h49

Fonte: Assomasul

Os deputados estaduais aprovaram nesta quarta-feira (4) o aumento da alíquota do ICMS (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos considerados supérfluos, cujo projeto de lei faz parte do pacote de ajuste fiscal enviado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O texto original de autoria do Poder Executivo foi aprovado 24 horas depois que os empresários contrários a proposta foram à Assembleia na tentativa de sensibilizar os parlamentares a convencerem o governador a retirar o projeto, alegando impacto negativo na economia das empresas.

Apesar da forte pressão, o projeto foi aprovado por 16 votos a seis. Houve protesto nas galerias da Casa. Os parlamentares governistas foram chamados de traidores.

Os deputados que votaram contra o projeto foram Felipe Orro (PDT), Pedro Kemp (PT), Amarildo Cruz (PT), Cabo Almi (PT), Marquinhos Trad (PMDB) e João Grandão (PT).

O projeto de lei 250/2015 prevê elevação de 25% para 27% – do ICMS – das bebidas alcoólicas e de 17% para 20% dos refrigerantes e cosméticos. Fumos, cigarros e produtos derivados passarão a ser taxados em 28%. A proposta foi aprovada em 2ª votação e segue para sanção do Governo do Estado.

Outro projeto polêmico do pacote fiscal, que aumenta a cobrança do ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) não foi votado na sessão desta quarta-feira.

No caso do ITCD, por exemplo, a proposta do governo é fazer uma cobrança progressiva de impostos de acordo com o valor dos imóveis. Apenas imóveis de até R$ 50 mil estariam isentos.

As matérias fazem parte do pacote de ajuste fiscal enviado pelo governador ao Poder Legislativo sob a justificativa de que o Estado precisa arrecadar R$ 296 milhões. A ideia do governo, segundo Reinaldo Azambuja, é irrigar o fluxo de caixa do Estado, uma vez que a previsão de déficit para 2016 ficará em torno de R$ 700 milhões.

O tucano justifica que o aumento dos produtos supérfluos deve conter a queda de arrecadação, observando que outros estados estão tomando medidas mais drásticas em decorrência da crise financeira nacional.

A ideia do governador é arrumar as finanças do Estado visando investir em prioridades, uma vez que recebeu o governo com dívidas de monta, salários em atraso e um verdadeiro cemitério de obras inacabadas, como é o caso do Aquário do Pantanal, que consumiu um grande volume de recursos dos cofres do Tesouro Estadual na gestão de André Puccinelli (PMDB), mas não foi concluído.

Deputados aprovam aumento da alíquota do ICMS para supérfluos

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