17/04/2016 18h34 – Atualizado em 17/04/2016 18h34
Fonte: Dourados News
No início da tarde de domingo (17), a movimentação na praça Antônio João em Dourados era tranquila. No local, foi montado um telão para que a população pudesse acompanhar a votação que teve início com quase quatro horas de atraso, a previsão era que começasse às 13h (MS).
No local de acordo com a Guarda Municipal se concentrava aproximadamente 250 pessoas e o esperado é que aumente após o termino da votação.
Entre os que aproveitaram para acompanhar a votação na praça está o casal Rafael Palhano, 27, pintor e a esposa Paula Beatriz Figueiredo da Silva,23, empregada doméstica, eles contam que estão confiantes pelo impeachment.
“Estamos acompanhando aqui e confiantes que ela saia, melhor não vai ficar, mas com ela pode piorar”, disse o pintor.
Já a esposa Paula Beatriz, fala que a crise pode piorar se a presidente continuasse.
“Eu espero que ela seja afastada mesmo, pois a crise pode piorar se ela continuar a governar o país, e quem sofre é a classe mais pobre. Sei que vai demorar o país voltar ao normal quando outra pessoa assumir, mas é uma chance que temos”, comentou.
Já o técnico de manutenção, Marco Antônio Lopes,38, conta que irá acompanhar a votação na praça e também está confiante que a presidente seja afastada da função, e até sugeriu a quantidade de votos.
“Estou confiante e acredito que com a saída dela o país melhore. Eu espero que sejam 470 votos a favor e vou aguardar aqui o resultado. Também é importante que as pessoas quando forem votar pesquisem e conheçam bem os candidatos para que isso não volte a acontecer”, enfatizou.
Entenda o processo
A comissão de impeachment analisa duas acusações de irregularidade na gestão fiscal, o uso de “pedaladas” para maquiar as contas públicas e a publicação de decretos de crédito suplementar, para criar despesas extras mesmo sem autorização prévia do Congresso e com a arrecadação do governo em queda.
Se a abertura do impeachment for aprovada neste domingo na Câmara, o processo será encaminhado ao Senado, no caso de confirmação por esta Casa, Dilma Rousseff será afastada do cargo por até 180 dias, enquanto ocorre seu julgamento. Somente após o julgamento a presidente é destituída do cargo.

