Fonte: Redação
A primeira grande ofensiva contra o Aedes Aegypti no Brasil ocorreu mais de cem anos atrás. No começo do Século 20, a doença que o mosquito espalhava era a temida febre amarela. A dengue ainda era um mal distante e exótico e os médicos nem sequer sonhavam com a zika e a febre chicungunha.
Nesta sexta-feira (3), às 18h, a Rádio Senado transmite a Reportagem Especial “Oswaldo Cruz, o cientista que conseguiu vencer o mosquito Aedes aegypti”, do repórter Ricardo Westin, que mostra as estratégias que o diretor-geral de Saúde Pública do governo do presidente Rodrigues Alves usou para acabar com a febre amarela no Rio de Janeiro, a capital da República.
Determinado, Oswaldo Cruz precisou vencer a resistência da população carioca e até dos médicos e dos cientistas, que naquela época ainda não aceitavam que o mosquito era o transmissor da febre amarela. Eles acreditavam que eram os vapores da terra suja os responsáveis pela disseminação da doença.
Tomando como base documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, a reportagem também revela que senadores no começo do século passado foram contrários às ações sanitárias de Oswaldo Cruz e argumentaram que era desperdício de dinheiro público investir na caçada ao mosquito. O diretor-geral de Saúde Pública, porém, provou que tinha a razão: o Rio de Janeiro, que todos os anos assistia a centenas de mortes, em pouquíssimo tempo ficou completamente livre da febre amarela.

