07/06/2016 20h53 Atualizada em 09/06/2016 18h34
Museu de Amambai é referência no currículo do ensino regular
Sob administração da UEMS de Amambai, estão sendo organizados projetos que envolvam os acadêmicos da institição no contexto do espaço cultural.
Fonte: Redação
Ir a museus e exposições não é simplesmente um ato ilustrativo do conteúdo dado em sala de aula. Museus são locais com grande potencial educativo, onde é possível ter contato com obras de arte originais, além de uma verdadeira noção do que é patrimônio histórico e cultural.
Em Amambai, o Museu José Alves Cavalheiro tem cumprido com esta função desde sua fundação, há sete anos.
Sob nova administração
Antes sob os cuidados de Almiro Pinto Sobrinho, idealizador da iniciativa e por muitos anos único responsável pelo acervo, o Museu está agora sendo dirigido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Amambai.
O Museu possui mais de 500 peças em exposição e teve seu acervo doado para a Universidade em fevereiro deste ano. Desde então, a administração do campus de Amambai, junto à Prefeitura Municipal, tem organizado burocrática e estruturalmente para a abertura oficial do espaço.
Através do convênio com o governo municipal de Amambai, duas estagiárias da UEMS – Adriany dos Santos Martiniano Borges e Edinalva Gomes da Silva – recebem os visitantes e realizam as tarefas diárias de organização e manutenção do espaço.
Recurso didático
Com o objetivo de informar os alunos e valorizar a história da cidade e dos munícipes, duas turmas do sétimo ano da escola estadual Cel. Felipe de Brum visitaram recentemente o Museu. A grande maioria, conta a professora de Língua Portuguesa, Viviane Viaut Moreira, que acompanhou os alunos, não conhecia o espaço.
Para Adriany dos Santos Martiniano Borges, o museu deve ser um centro de reflexão e informação, onde se reencontra com a história e a memória, estando assim inserido dentro das propriedades da vida urbana e contribuindo para o desenvolvimento social e cultural da humanidade. “É preciso que os professores procurem cada vez mais divulgar e estimular os estudantes a ampliarem o conhecimento sobre cultura, patrimônio e instituições para que assim cresçam sabendo destas informações e para que não construam uma opinião distorcida da sociedade em que fazem parte”, avalia a acadêmica da UEMS.
A visitação gerou plano de ala sobre gêneros textuais. Os alunos produziram relatórios a partir de suas observações e das informações repassadas pelas estagiárias.
Acervo extrapola limites do Museu
Além da possibilidade da visitação ao local, a administração do Museu possibilita a cedência de parte do acervo para exposição nas escolas em eventos culturais.
Assim aconteceu no último sábado (4), durante a realização da Festa da Família na escola estadual Cel. Felipe de Brum.
Uma das salas temáticas abordou aspectos da cultura e história das regiões Sul e Centro-Oeste, em especial do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. Os alunos do 6º ano A e 8ºs anos A e B realizaram pesquisas sobre e tema e produziram cartazes. Todo o material foi exposto na sala temática.
Para ilustrar melhor a cultura dos dois estados, que em muitos aspectos são similares, várias peças do acervo do Museu José Alves Cavalheiro foram também expostas. A novidade agradou o público que se interessou e se surpreende com os objetos antigos sados por pessoas que fizeram e fazer parte da história de Amambai.
José Alves Cavalheiro
José Alves Cavalheiro viveu de 1865 a 1941. Chegou a Amambai em 1925. Foi um dos pioneiros que veio em caravana desde o Rio Grande do Sul. Viveu aqui por 16 anos. Foi protagonista na criação do município, sendo o doador da área de terra onde a cidade foi instalada, mas morreu antes da emancipação em 1949. Foi casado com Constantina Alves da Silva, com que teve seis filhos. Entre seus descendentes, tem-se Nicanor do Amaral, neto de José Alves, e José Luiz Cavalheiro Tobias, bisneto.
Como profissão principal, José Alves era ferreiro, mas foi também agricultor. Entre suas qualidades, Almiro Sobrinho destaca: era pacífico. Por isso mesmo, sempre foi considerado pessoa relevante. Foi ainda Juiz de Paz e sua opinião sempre era requisitada. “A maneira de ser cidadão do José Alves Cavalheiro sempre foi considerada na sociedade de Amambai (…) ele abriu mão do seu direito de proprietário de terras em benefício da vila União, hoje Amambai”, explica Almiro.
Serviço
O Museu José Alves Cavalheiro está localizado na rua General Câmara, 1225, em prédio cedido pela Loja Maçônica Pedro Manvailer e situado atrás da escola Cel. Felipe de Brum, na região central de Amambai. Está aberto para visitação em horário comercial, das 7h30 às 11h e das 13 às 17h, de segunda-feira a sexta-feira; visitas guiadas para alunos das redes municipal, estadual ou privada podem ser agendadas através dos telefones 3903-1180 ou 3903-1185, das 13 às 22h.




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