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terça-feira, 14 de julho de 2026

Assomasul: encolhimento da receita é preocupante no último ano de mandato

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25/06/2016 17h04

Para presidente da Assomasul, encolhimento da receita é preocupante no último ano de mandato

Fonte: Assomasul

A queda da receita registrada nos últimos meses é preocupante,

principalmente no último ano de mandato dos atuais prefeitos de Mato

Grosso do Sul.

Baseada em projeções da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), a

Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) calcula

uma queda de 37% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) no

acumulado nos meses de junho e julho em relação a maio.

A diferença a menor, segundo a entidade, é de R$ 34 milhões. A retração

da transferência constitucional nesses dois meses do ano deve-se a

restituição do Imposto de Renda, que é um dos itens que compõem o FPM

juntamente com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Segundo o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato

Grosso do Sul), prefeito de Inocência, Antônio Ângelo (DEM), o Toninho

da Cofapi, a redução é preocupante, considerando que boa parte das

prefeituras depende dos repasses constitucionais federais e estaduais para

promover investimentos e garantir a prestação de serviços.

Toninho da Cofapi observa que entre os principais desafios deste ano está o

de fechar as contas públicas e cumprir as exigências da LRF (Lei de

Responsabilidade Fiscal), que determina, por exemplo, que não se pode

deixar restos a pagar para o próximo exercício, sem que haja dinheiro em

caixa para efetuar o pagamento.

A dificuldade, segundo o dirigente, é agravada pela crise econômica que

afeta o país e, sobretudo, as administrações municipais, que já vêm

sofrendo nos últimos quatro anos e de forma mais acentuada, desde o ano

passado.

Por causa disso, o presidente em exercício da Assomasul recomenda aos

colegas uma série de medidas de controle absoluto nos gastos públicos,

entre as quais redução de horário de expediente, corte de horas extras e

gratificações, reduções de diárias, entre outras providências.

“Essas medidas são importantes para minimizar os efeitos da instabilidade

financeira”, aconselha Toninho da Cofapi, que encerra seu mandato no fim

do ano.

COMPARATIVO

De acordo com comparativo divulgado pela Assomasul, o FPM de maio

fechou em R$ 101.342.215,07 ante o repasse previsto para junho de R$

77.000.367,51, o que já representa uma diferença negativa de R$

24.341.848,19.

O repasse previsto para julho é de apenas R$ 66.990.319,73. Ainda

segundo o comparativo, a diferença de junho para mês seguinte será menos

23%, o que representa R$ 10.010.047, 78, caso os números da STN

(Secretaria do Tesoura Nacional) se confirmem.

Presidente da Assomasul, Antonio Ângelo, o Toninho da Cofapi, aconselha corte nos gastos

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