11/09/2016 13h33
Poesia escrita há mais de 15 anos por Edirley Viana Vieira, motivada pelas andanças de Toninho Moraes pelas ruas de Amambai
Por Edirley Viana Vieira
A relação entre o homem e seu cão se restringe na fidelidade do animal para com seu dono. Essa fidelidade se faz presente neste poema feito a um amigo que se encontra tal qual uma mariposa, debatendo-se pelas paredes de um quarto mal iluminado.
Num ziguezague lá vem o bêbado amigo, costurando a avenida principal, ora a direita, ora a esquerda, ora nos números pares, ora nos números ímpares na tentativa de uma fração de lucidez.
O bêbado se fez casulo, se fez crisálida e eclodiu, voando para a liberdade e descobriu que o estar normal é também situação de liberdade.
O Ébrio e seu cão / Edirley Viana Vieira
Lá vai o ébrio e seu cão
Cão pequenino
Feline é seu nome
Na guarda constante
De passos inconstantes
De um corpo que tenta
Manter-se normal
Lá vai o ébrio
No seu ziguezague
No cai mas não cai
O cãozinho em guarda
Do seu lado não sai
Lá vai o ébrio
Amigo de todos
Com suas novidades
Hoje um poema
Amanhã um mapa
Com esquema
Em riste, com seu arco e flecha
Promete, mira
Tropeça, se atira
Agora é fotógrafo
Pede uma pose
Eterniza o passante
Nos seus retratos
Jura que vai para além-mar
Oi! Oi!
Lá vai o ébrio com seu cãozinho
Oi!
Pedindo abrigo
Nos corações.
![O Ébrio e seu cão O Ébrio é um filme brasileiro de 1946 dirigido por Gilda de Abreu e escrito por ela e seu marido Vicente Celestino, que protagoniza o filme. Inspirado na canção epônima de Celestino, a história havia sido antes transposta para uma peça de teatro. É possivelmente um dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro. Estima-se um público de 5 milhões de espectadores nos primeiros quatro anos,[1] números que podem chegar a 8 milhões no total.](https://www.amambainoticias.com.br/wp-content/uploads/media/images/3129/101433/57d596669f4ab140d159ed8be1c74207220174eb3d89f.jpg)
