10/10/2016 14h45
Mercado audiovisual brasileiro cresceu 181% em 7 anos, diz Ancine
Fonte: PBr
A Ancine publicou dois estudos que apontam o crescimento do mercado audiovisual brasileiro e sinalizam caminhos para a ampliação da atividade.
O primeiro deles trata da atualização anual de seu Estudo sobre Valor Adicionado pelo Setor Brasileiro, e o segundo apresenta uma análise inédita sobre comércio exterior de serviços audiovisuais no Brasil.
“Ambos os estudos revelam a força do setor audiovisual brasileiro, responsável por injetar R$ 24,5 bilhões na economia em 2014 e por movimentar US$ 1,74 bilhão entre importações e exportações de serviços audiovisuais em 2015”, comenta o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel.
Ele comenta que os números são expressivos, sobretudo em cenário de crise econômica do País. “A informação de que o Brasil importou US$ 1,1 bilhão em licenciamento de direitos de conteúdos audiovisuais [contra a exportação de US$ 81 milhões] confirma a necessidade de ocupar o mercado interno e aumentar as vendas para o exterior.”
O Estudo sobre Valor Adicionado pelo Setor Audiovisual Brasileiro, que faz a consolidação dos dados macroeconômicos do setor, com dados recém-divulgados pelo IBGE, confirma a tendência de crescimento do setor nos últimos anos.
Audiovisual e economia
A partir dos dados coletados pelo IBGE, por meio da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), Pesquisa Anual de Comércio (PAC) e do Sistema de Contas Nacionais, em 2014, as atividades econômicas do setor audiovisual foram diretamente responsáveis por uma geração de renda de R$ 24,5 bilhões na economia.
Em 2007, esse valor era de apenas R$ 8,7 bilhões correntes. A contribuição do audiovisual no valor adicionado pelo setor de serviços empresariais não financeiros no valor adicionado pelo setor de serviços se manteve num patamar de 2,91%.
O estudo considerou como integrantes do setor audiovisual 11 atividades econômicas catalogadas segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) versão 2.0:
- Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão.
- Atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão.
- Distribuição cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão.
- Atividades de exibição cinematográfica.
- Atividades de televisão aberta.
- Programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura.
- Operadoras de televisão por assinatura por cabo.
- Operadoras de televisão por assinatura por micro-ondas.
- Operadoras de televisão por assinatura por satélite.
- Aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares.
- Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas.
Em relação à participação de cada segmento dentro do setor audiovisual, o estudo revela que se mantém a tendência no aumento da participação no segmento da TV Paga (programadoras e operadoras de TV por assinatura) em relação à TV aberta.
A atividade de exibição cinematográfica também manteve a sua trajetória ascendente, atingindo uma participação de 3,1% do total do valor adicionado do setor, em contraste com os 1,6% registrados em 2007.
Em agosto de 2016 o Brasil passou a contar com 3.126 salas de cinema quando em 2002 era apenas 1.635 salas em todo o País.

