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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Realização de shows no Parque de Exposições divide opiniões

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A audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (10) na Câmara Municipal para debater sobre a realização da Expogrande no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande reuniu diversas autoridades e moradores para debater este tema tão polêmico que vem dividindo as opiniões dos campo-grandenses.

A reunião organizada pela Comissão Permanente de Educação, Cultura e Desporto, foi presidida pela vereadora Professora Rose (PSDB), presidente da Comissão, e contou com a presença dos vereadores Paulo Siufi, Lídio Lopes, Dr. Jamal Salem, Athayde Nery, João Rocha, Thais Helena, Flávio César, Vanderlei Cabeludo e Alex.

Marcaram presença na reunião o delegado da DEOPS (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social), Antônio Silvano Rodrigues Mota; o secretário Marcos Cristaldo da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico); o advogado Eduardo Cury, representante dos promotores de eventos; o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia; e também o ex-vereador e presidente da Associação de Moradores do Bairro Jockey Club, Waldemir Poppi.

O ex-vereador Waldemir Poppi, autor da Lei do Silêncio, de 1996, destacou que o barulho produzido pelos shows no Parque de Exposições afeta cerca de 30 mil moradores das proximidades, em bairros como Jockey Club, Vila Progresso, Vila Carvalho, Jardim América, dentre outros. Poppi afirmou ainda que o horário de início dos shows também é um problema, pois a maioria dos eventos começa depois da 1 hora da madrugada. Poppi ressaltou ainda a questão da desvalorização dos imóveis, que estão tendo os valores reduzidos por conta do barulho constante produzido pelos shows realizados no local. Poppi defendeu a Lei Complementar aprovada pelos vereadores que reduzem os shows no Parque de Exposições a algumas datas específicas do ano, já tradicionais no calendário de eventos do município.

O delegado da DEOPS, Antônio Silvano Rodrigues Mota disse aos presentes que o papel da Delegacia é aplicar a legislação municipal, sendo responsabilidade de cada do município elaborar a sua própria regulamentação sobre o assunto. “Nossa obrigação é fiscalizar e garantir a tranqüilidade de população com base nas leis vigentes no município”, afirmou Antônio Silvano.

O presidente da CDL-Jovem (Câmara de Dirigentes Lojistas), Dendry Rios, propôs a fixação de um horário limite para a realização dos shows para que o barulho não atrapalhe o sono dos moradores.

O arquiteto Ângelo Arruda fez uso da Palavra e destacou que Campo Grande precisa estudar a construção de um local adequado para a realização de shows. “Precisamos estudar e planejar um novo local, com a acústica necessária para não atrapalhar a vida dos moradores, Não podemos levar o problema para outro lugar, achando uma alternativa provisória para a questão. Este novo local precisa ser muito bem pensado”, afirmou Ângelo.

Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande

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