19.3 C
Dourados
sexta-feira, 8 de maio de 2026

Prisão preventiva de Artuzi é por tempo indeterminado

- Publicidade -

Prisão preventiva de Ari Artuzi é por tempo indeterminado

A prisão preventiva do prefeito Ari Artuzi (PDT), detido no dia primeiro de setembro, pela Polícia Federal, na Operação Uragano, acusado de chefiar um esquema de corrupção, que fraudava licitações públicas, será por tempo indeterminado. O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), Manoel Mendes Carli, não fixou prazo e Ari permanecerá preso enquanto julgar necessário. A prisão preventiva foi decretara para assegurar a ordem pública e a instrução criminal do processo.

Outras treze pessoas presas na Operação Uragano, acusadas de envolvimento no esquema de corrupção, permanecem presas preventivamente, na Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac) e no Presídio Semi-aberto Feminino, de Dourados.

Além de Ari, a Justiça decretou prisão preventiva por tempo indeterminado para a primeira-dama Maria Aparecida de Freitas Artuzi, o vice-prefeito Carlinhos Cantor, o presidente da Câmara de Vereadores, Sidley Alves, o procurador jurídico do município, Auziro Moreno, Edvaldo Moreira (vereador), Humberto Teixeira Júnior (vereador), a secretária de Administração Tatiane Cristina da Silva Moreno, a secretária de Finanças Ignez da Silva Boschetti Medeiros, o secretário de Serviços Urbanos Cláudio Marcelo Machado Hall, o secretário de Obras Dilson Cândido de Sá, Carlos Gilberto Recalde, Elton Olinski Farias, o proprietário da Construtora Financial, Antônio Fernando de Araújo Garcia e o engenheiro da empresa Carlos Felipe, que estava foragido, se apresentou na sexta-feira, numa delegacia de Campo Grande.

Na noite de sábado, o procurador-geral do município, Alziro Moreno, e a esposa dele, Tatiana Moreno, que é secretária de Administração, foram transferidos para o 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados. Ele estava preso no Presídio de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (Phac) e ela no Semi-aberto Feminino de Dourados.

O pedido de prisão especial para o casal de advogados foi apresentado a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Campo Grande, pelo advogado de defesa deles João Arnar.

O presidente da 4ª Subseção da OAB em Dourados, César Rasslan Câmara, confirmou que o pedido foi encaminhado da seccional da OAB de Mato Grosso do Sul, que procurou a comissão de prerrogativas do advogado. “A OAB solicitou o cumprimento da legislação, que prevê a prisão de estado maior ao advogado, ou seja, que os profissionais sejam detidos em condições especiais”, ressaltou César.

Como em Dourados não há prisão especial, segundo ele, uma das alternativas apontadas à juíza Dileta Terezinha Souza Tomaz foi justamente a transferência para o batalhão da PM, onde os advogados poderiam ficar em condições de isolamento dos demais presos.

O pedido apresentado pela OAB também incluía o advogado Tiago Vinicius Ribeiro, diretor do setor de licitações, que também foi preso durante a operação Uragano. No entanto, Tiago foi beneficiado com relaxamento de prisão e foi solto na sexta-feira. Ele também estava na Phac.

Cesar Rasslan disse que a seccional chegou a colocar como alternativa, para cumprimento da legislação, a prisão domiciliar. “Já existem outros casos em que os advogados foram beneficiados com a prisão domiciliar, sempre pela intervenção da OAB”, explica.

Coronel Marcos Antônio David dos Santos, comandante do 3ºBPM, confirmou à reportagem que os dois estão detidos no quartel deste a noite de sábado.
O coronel explicou que o batalhão possui apenas uma cela, que não possui nenhuma condição especial. “A diferença é que, neste caso, a pessoa detida não fica no ambiente prisional”, explicou.

Fonte: Jornal O Progresso

O Prefeito de Dourados foi preso em casa, no dia 1º de setembro pelos crimes de fraudes à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha.

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-