Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (09), em Asunción, o ministro paraguaio do Interior, Rafael Filizzola, confirmou as versões divulgadas pela imprensa, de que o grupo insurgente “Exército do Povo Paraguaio – EPP” estaria planejando sequestros na fronteira com o Brasil.
Tais versões surgiram na semana passada, após o assassinato do professor Julián Ortiz Villalba em uma área rural nas proximidades de Salto del Guairá, fronteira com Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS). O “pecado” do professor teria sido permitir o uso de sua propriedade por policiais que faziam buscas na região.
Na mobilização que seguiu-se à morte do docente, policiais abateram, a tiros, o foragido Gabriel Zárate Cardozo, integrante da terceira linha de comando do EPP. Outros dois indivíduos, pertencentes à mesma linha hierárquica, conseguiram burlar o cerco e permanecem com paradeiro desconhecido.
Questionado sobre as versões de que a presença de membros do EPP na fronteira estaria ligada a planos de sequestros de produtores da região, Filizzola confirmou que as investigações conduzidas pelos serviços de inteligência, de fato, apontam nesta direção.
“Não podemos assegurar 100%, mas todas as informações apontam neste sentido”, afirmou. Embora o ministro não tenha revelado nomes, uma das famílias ameaçadas, segundo o jornal ABC Color, seria a do ex-piloto de rali Enrique Aurelio González, residente no interior de Canindeyú.
Por Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com

