A Polícia Nacional do Paraguai apresentou à opinião pública, nesta quinta-feira (09), três indivíduos que, segundo investigações levadas a cabo desde a execução do professor Julián Ortiz Villalba, na semana passada, seriam membros ou colaboradores do grupo insurgente “Exército do Povo Paraguaio – EPP”.
Tais indivíduos foram identificados como Cristóbal Espínola Benítez, Daniel Gauto e Sonia Espínola Benítez, esta última, irmã de Cristóbal. Os três são acusados de envolvimento no crime ocorrido em uma zona rural próxima a Salto del Guairá, tendo colaborado, supostamente, com o fornecimento de armas e informações.
A morte do docente, porém, seria de autoria do “guerrilheiro” Gabriel Zárate Cardozo, abatido após ser localizado em uma área de mata e entrar em confronto com as forças policiais. Encontram-se foragidos, ainda, outros dois indivíduos que, ao que tudo indica, continuariam escondidos na mesma região.
Em poder dos novos detidos, residentes ou originários do departamento (estado) de Canindeyú, cuja capital é Salto del Guairá, os policiais apreenderam evidências que provariam a aquisição de uma das armas usadas por Zárate Cardozo e vinculariam os suspeitos com a “guerrilha”.
Julián Ortiz Villalba, 66, foi assassinado, conforme a versão mais comum divulgada pela imprensa, por ter permitido que policiais que faziam buscas pelo EPP acampassem em sua propriedade. No dia de sua morte, Ortiz havia recém recebido a notícia pela qual aguardava há anos: a liberação de sua aposentadoria.
Por Guilherme Dreyer Wojciechowski – SopaBrasiguaia.com

