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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Depois da onda de violência, Polícia Nacional do Equador tem comando temporário

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O Comando-Geral da Polícia Nacional do Equador ficará temporariamente a cargo do general Florencio Ruiz. O novo titular do posto ainda não foi designado pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, que quer a punição de todos os manifestantes que promoveram ontem (30) os protestos no país. Antes de renunciar ao cargo hoje (1º) de comandante-geral, Freddy Martinez admitiu que não dispunha de condições de continuar à frente da corporação.

“Um comandante que foi agredido e desrespeitado por seus subordinados não pode continuar à frente da instituição”, disse Martinez, que renunciou ao cargo nas primeiras horas da manhã de hoje. Ontem (30) Martinez tentou conter as manifestações e evitar o agravamento dos protestos, mas não obteve sucesso. As informações são da Agência Pública de Notícias do Equador (Andes).

Segundo Martinez, ele pretendia apresentar a renúncia ontem, mas, em meio às tensões, achou melhor adiar para hoje. “Eu queria apresentar a minha demissão ontem. Mas eu pensei que não era o momento certo. A situação era crítica [porque envolvia] a segurança do presidente”, disse. Ele lamentou as duas mortes já confirmadas e os feridos.

Antes de deixar o cargo, Martinez apelou ao presidente para que ele reveja o decreto que foi o estopim da crise. Pelo decreto, estão eliminadas as concessões de bônus e gratificações para os funcionários públicos. Inconformados com a medida, os policiais saíram às ruas nas principais cidades equatorianas e promoveram os protestos.

Ao tentar negociar com os rebelados, Correa foi atingido por bombas de gás lacrimogênio. Depois de aspirar o gás, o presidente foi atendido no hospital da polícia e lá ficou por mais de 11 horas, sem condições de deixar o local por causa das ameaças dos manifestantes. O caso gerou indignação dos líderes políticos latino-americanos, inclusive do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que rechaçaram as ameaças dos policiais e o risco de desordem generalizada.

O assunto é tema de uma reunião ainda hoje, em Quito, de chanceleres dos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Fonte: Agência Brasil

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