O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou o pedido de afastamento do vice- prefeito de Dourados, Carlinhos Cantor, primeira-dama Maria de Freitas, dos nove vereadores presos pela Polícia Federal e secretários suspeitos de participarem do esquema de fraude em licitação, corrupção e desvio de dinheiro público, denunciado na Operação Uragano.
A decisão aconteceu nesta terça-feira, por volta das 12h pelo desembargador Rubens Bergonzi Bosay.
De acordo com a liminar, os vereadores, secretários e primeira-dama ficam afastados por 90 dias, porém sem prejuízo no salário. No caso dos vereadores eles recebem mensalmente cerca de R$ 5 mil. Prefeito Ari Artuzi e vice-prefeito recebem cerca de R$ 8 mil. Já os secretários investigados já foram exonerados pelo juiz interino Eduardo Machado Rocha.
Conforme ainda a decisão, o prazo do período de afastamento é prorrogável até a completa produção da prova na ação principal, mediante decisão judicial. A sentença acata um pedido feito pelos promotores de Justiça Paulo César Zeni, Amilcar Araújo Carneiro Junior, Cristiane Amaral Cavalcante e Cláudia Loureiro Ocáriz Almirão.
Além de Carlinhos Cantor estão afastados os seguintes vereadores: Sidlei Alves (Dem), Aurélio Bonatto (PDT), Edvaldo Moreira (PDT), Humberto Teixeira Júnior (PDT), José Carlos Cimatti (PSB), José Carlos de Souza, “Zezinho da Farmácia” (PSDB), Júlio Artuzi (PRB), Marcelo Barros (Dem) e Paulo Henrique Bambu (Dem).
Com a decisão os suplentes destes vereadores deverão assumir. A Presidente da Câmara, Délia Razuk poderá assumir nas próximas horas a prefeitura de Dourados, já que é a próxima na linha sucessória do prefeito Artuzi. O impedimento legal para ela assumir o município era o fato do vice-prefeito, que está preso, não ter sido afastado, o que ocorreu nesta terça-feira.
O prefeito Ari Artuzi está preso desde o dia 1 de setembro. No lugar dele assumiu o cargo interino o juiz Eduardo Rocha, que completa nesta terça, 32 dias de mandato.
Fonte: Douradosagora/Valéria Araújo

