Em fiscalização no assentamento Santa Mônica, em Terenos, policiais militares ambientais de Campo Grande autuaram ontem, 14, dois assentados por extração ilegal de madeira. Valéria da Silva Jalu, residente no lote 112 do assentamento, extraiu 80 lascas de “aroeira”, um palanque e nove firmes (madeiras para cercas). Ela foi multada em R$ 1.000,00.
Edinaldo de Souza da Silva, residente no lote 95 havia extraído 49 lascas e palanques de “aroeira”. Ele foi multado em R$ 1.500,00. A madeira estava sendo extraída às margens e dentro da área de reserva legal do assentamento. Os autuados responderão por crime ambiental e, se condenados, poderão pegar pena de um a dois anos de reclusão.
A portaria 83 N de 1991 do Ibama proíbe o corte da aroeira e algumas outras espécies de madeira nobre, sem plano de manejo, que precisa ser aprovado pelos órgãos ambientais. Inclusive, em desmatamentos autorizados, essas espécies não podem ser cortadas. Com esta já é a terceira vez que a PMA autua assentados do Santa Mônica por extração ilegal de madeira, neste ano, e um assentado foi autuado por colocar fogo em área agropastoril.
Orientação
Porém, a PMA não tem feito somente trabalho repressivo no assentamento. No fim do mês passado, o Núcleo de Educação Ambiental realizou trabalhos educativos com 645 alunos desse e de outros assentamentos vizinhos. Foram realizadas diversas oficinas com vários temas (ciclo da água, reciclagem, casinha da energia, plantio de mudas nativas, animais empalhados e teatro de fantoches, além de palestras sobre fauna).
Além dos alunos foram ministradas palestras a todos os assentados, no sentido de minimizar os problemas ambientais que a PMA tem enfrentado nos assentamentos rurais. Além da caça e pesca ilegal, a principal ilegalidade que tem sido verificada pela PMA nos assentamentos é a extração ilegal de madeira, em especial a aroeira, madeira de lei, que só pode ser retirada com plano de manejo aprovado pelo órgão ambiental competente. O pior é que a madeira tem sido explorada, na maioria das vezes, dentro da reserva legal dos assentamentos.
A PMA espera, que por meio da informação, os assentados passem a valorizar mais ainda os bens ambientais de suas propriedades. Com relação aos alunos, filhos dos assentados, o órgão espera, que por meio da Educação Ambiental, as crianças cresçam com a cultura da conservação ambiental e da sustentabilidade e consigam se sensibilizar sobre a importância do equilíbrio ambiental em suas vidas e das próximas gerações.
Fonte: Assessoria PMA

