Vahele, líder do grupo de indígenas que está acampado na Estância Amaral, em Miranda, afirmou que os fazendeiros seguem fazendo pressão para que os índios deixem a propriedade. Segundo ele, disparos de arma de fogo são ouvidos constantemente durante a noite e a madrugada.
“Os fazendeiros ficam ameaçando a comunidade, atirando. Os capangas andam na BR e atiram de noite e de madrugada, mas não atingem ninguém, graças a Deus”, relatou.
A situação continua tensa próximo as fazendas ocupadas por índios terena. Cerca de 200 metros separam a comunidade indígena, acampada na Estância Amaral com cerca de 200 pessoas, dos fazendeiros que também se alojaram no local.
“Estamos tranquilos. Se houver alguma tentativa de ataque, a comunidade vai revidar. Já conversamos sobre isso entre nós”. relatou.
Dois grupos de índios ocuparam duas propriedades em Miranda. Um deles fica na porteira da fazenda Petrópolis, do ex-governador Pedro Pedrossian, durante o dia e retorna para a aldeia durante a noite. O outro grupo está acampado dentro da Estância Amaral, do comerciante João Carlos Amaral Goes.
Fonte: Midiamax
