Terminou no sábado (9) a terceira fase do curso de taxidermia de animais silvestres realizado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em Bonito. Ao todo 13 policias participaram da formação, sendo três vindos do Amapá.
O curso, que durou uma semana, prepara os policiais na atividade de empalhar animais mortos em atropelamentos ou que morrem no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras). Taxidermizados, os animais são utililizados em oficinas de educação ambiental para discutir os problemas relacionados à fauna.
O material do curso deverá constituir o Museu de Educação Ambiental da PMA de Bonito. Conforme a Polícia Ambiental, a ideia deste tipo de trabalho é montar museus itinerantes de educação para o meio ambiente para se ter um atrativo destinado às crianças e adolescentes nas discussões sobre as razões que levaram àqueles animais a estarem mortos. Além do museu itinerante, outra forma de educação ambiental oferecida pela PMA é também através de oficinas de reciclagem, do ciclo da água, com a “casinha da energia” e ainda com teatro de fantoches.
A PMA de Mato Grosso do Sul é uma referência em educação ambiental para os policiais do Amapá que participaram do curso, uma vez que uma ação semelhante deve ser desenvolvida naquele estado inspirada no molde sul-mato-grossense. Os policiais devem participar também do curso de peixes em junho deste ano em Dourados, completando o aprendizado em aves, répteis mamíferos e peixes.
O curso foi realizado no quartel da PMA de Bonito e teve duração de 50 horas. Este foi o primeiro curso deste ano e o terceiro na área de Taxidermia de Animais Silvestres do ciclo, que envolverá aves, répteis, mamíferos e peixes. Os anteriores foram realizados para a formação do museu de Educação Ambiental das Subunidades da PMA de Corumbá e Aquidauana, quando foram montados 80 animais silvestres que já estão sendo utilizados para educação ambiental.
Neste primeiro curso do ano foram montados 20 animais das espécies capivara, onça-parda, jaguatirica, quati, lobinho, cotia, preá, sucuri, jacaré, veado, tatu-galinha, tatu-peba, tamanduá-bandeira, tamanduá-mirim, entre outros.
Taxidermia
A técnica é aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, há cerca de 2.500 a.C. Popularmente o termo “empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar”, entretanto, há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.
Utilizada para fins de conservação de animais que podem ser utilizados na composição de coleções didáticas, científicas em museus de história natural, a Taxidermia permite que os alunos conheçam os animais da fauna brasileira, sua anatomia e fisiologia, ecto e endoparasitas, entre outros. A taxidermia tem como principal objetivo o resgate de espécies descartadas, reconstituindo suas características físicas e por vezes simulando seu habitat o mais fielmente possível.
Fonte: Notícias MS
