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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Eles sumiram: sete animais extintos

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28/02/2012 15h39 – Atualizado em 28/02/2012 15h39

Fonte: Brasil 247

Das panteras aos pandas, dos rinocerontes aos tigres, diminui a cada dia o número de animais pertencentes a espécies ameaçadas de extinção. A galeria de antigas imagens fotográficas que apresentamos a seguir documentam sete espécies que ainda existiam quando a fotografia foi inventada, ao redor de 1820. Essas fotos são gritos de alarme. Mostram criaturas que há relativamente pouco tempo ainda viviam na face do planeta. Lembram que, hoje, centenas de outras espécies em todo o mundo enfrentam a mesma ameaça de desaparecimento. São urgentes os esforços em prol da conservação da biodiversidade. Antes que, para salvá-las, seja demasiado tarde.

1 O último uivo do tigre da Tasmânia: Observem a enorme abertura das suas mandíbulas

O thylacine (Thylacinus cynocephalus) era um grande carnívoro marsupial. Foi o único membro da família Thylacinidae que conseguiu sobreviver até os tempos modernos. É também chamado de tigre-da-Tasmânia ou de lobo-da-Tasmânia. A cor do seu pelo era cinza amarelada, e ele possuía de 15 a 20 faixas mais escuras nas costas, dos ombros até a cauda. Embora sua cabeça fosse grande como a de um cão ou a de um lobo, sua cauda e pernas eram mais curtas. Tinha orelhas curtas (de cerca 8 centímetros) e uma poderosa mandíbula dotada de 46 dentes. Os machos costumavam ser maiores que as fêmeas. O thylacine fêmea possuía uma bolsa epitelial onde escondia as crias. Os machos também possuíam essa bolsa, mas de menor tamanho.

2 O tarpan

Tarpan no zoo de Moscou, em 1884

O último tarpan selvagem morreu na reserva de caça de Ascânia Nova, na Ucrânia, em 1876. Variedade pré-histórica dos cavalos selvagens que no passado vagavam do sul da França e leste da Espanha até a Rússia Central, o tarpan desapareceu na natureza no final do século 19. Entre as causas da sua extinção estão a destruição das florestas e estepes que constituíam o seu habitat, ocupado pelas pessoas; a matança feita pelos fazendeiros na defesa de suas plantações e para evitar o roubo de éguas domésticas; a sua rápida absorção nos cada vez maiores rebanhos de cavalos domésticos. Várias tentativas foram levadas a efeito para se recriar o tarpan através de cruzamentos, mas nenhuma conseguiu êxito total.

3 O quagga

Quagga no zoológico do Regent’s Park, em Londres, 1870

Outra espécie equina extinta – desta vez uma subespécie de zebra -, o ultimo quagga selvagem foi provavelmente morto a tiros no final de 1870; o último exemplar em cativeiro morreu em 1883, no zoológico Artis Magistra, em Amsterdam. Outrora abundante no sul da África, o quagga foi vítima de caçadas implacáveis por causa da sua carne e couro, e também porque era visto pelos fazendeiros como competidor de outros rebanhos domésticos, como os das ovelhas. O pelo do quagga era sua principal característica; apenas a parte frontal do corpo mostrava as claras faixas mais claras das zebras. Da mesma forma que para o tarpan, há projetos em andamento para a recriação do quagga, com resultados animadores.

4 O tigre de Java

A foto mostra um exemplar de tigre de Java, ainda vivo na localidade de Ujung Kulon, em 1938

O tigre de Java era uma subespécie de tigre encontrada apenas na ilha de Java, na Indonésia. O ultimo exemplar conhecido morreu no final da década de 1980. No início do século 19, o tigre de Java podia ser encontrado em toda a ilha. O rápido aumento da população humana, no entanto, provocou a destruição da floresta, o seu habitat. Esse tigre foi caçado impiedosamente, acreditando-se que ao redor de 1950 apenas 25 exemplares ainda sobreviviam em estado selvagem. Seguindo o destino do tigre de Bali, que desapareceu em 1930, o tigre de Java é um dos melhores exemplos do quanto está ameaçada a espécie dos tigres como um todo.

5 O tigre do Mar Cáspio

Um exemplar de tigre do mar Cáspio no zoo de Berlim, em 1899

Um outro tigre que desapareceu no século passado foi o tigre do mar Cáspio: os últimos relatos de pessoas que o viram datam de antes de 1950. Pesquisas recentes sugerem que o tigre do mar Cáspio era muito parecido com o tigre da Sibéria, mas mesmo que não chegasse a ser uma subespécie distinta verdadeira, ele possuía a sua própria região e o seu próprio habitat. Encontrado nas florestas e nos corredores formados pelas bacias dos rios da Ásia Central e Ocidental, esse grande felino sucumbiu ante as armas dos caçadores. No início do século 19, o próprio exército russo organizou uma campanha para exterminá-los. A região a seguir foi desflorestada e tomada por fazendeiros que, por sua vez, acabaram com os porcos do mato, a principal fonte de alimento dos tigres. Foi a pá de cal que exterminou os poucos felinos remanescentes.

6 O asno selvagem da Síria

Exemplar de asno selvagem da Síria no zoo de Londres, em 1872

O ultimo exemplar dessa espécie morreu no zoo de Schönbrunn, em Viena, em 1928. Até então, grandes tropas desse animal ocupavam as montanhas, os desertos e as estepes situados entre a Palestina e o Iraque. Esse asno selvagem desapareceu da Síria durante o século 18. No século seguinte, foi também erradicado do norte da Arábia.

7 O antílope bubal

Fêmea de bubal que viveu no zoo de Londres de 1883 a 1897

O bubal era uma espécie de antílope que foi extinta em 1923, com a morte de um exemplar fêmea que vivia no Jardin des Plantes, em Paris. Até poucas décadas antes, esse cervídeo podia ser encontrado em todo o norte da África, do Marrocos até o Egito. Na região, ele era considerado ao mesmo tempo um ser mitológico e um animal de sacrifício. Já no início do século 20, no entanto, sua população estava limitada a certas áreas da Argélia e nas altas montanhas Atlas, no Marrocos. A caça impiedosa ao bubal, levada a efeito durante todo o século anterior, reduzira seu número a uma quantidade insignificante, selando o seu destino. Animal belíssimo, de pelo castanho dourado, com cerca de 1,2 metro de altura nos ombros, o bubal se caracterizava pelos seus chifres em forma de lira.

8 O thylacine

Thylacine no zoo de Washington, em 1906

Acredita-se que o último thylacine morreu em 1936 no zoo de Hobart, na Tasmânia. Animal muito raro na Austrália já nos tempos da colonização britânica, populacões mais abundantes de thylacine sobreviveram na Tasmânia, junto a seus primos ainda hoje existentes, embora ameaçados de extinção, os diabos-da-Tasmânia. O thylacine foi caçado até a extinção por caçadores pagos por fazendeiros que se queixavam dos ataques a seus rebanhos de ovelhas. Outros fatores contribuíram para o seu fim, entre eles novas doenças e a introdução de cães selvagens, bem como a transformação do seu habitat selvagem em terras cultivadas.

9 O tigre-da-Tasmânia (thylacine) fotografado numa jaula com uma galinha

Embora comumente chamado de tigre da Tasmânia ou lobo da Tasmânia, o thylacine não era um felino e nem um canino. Embora tendo listras na pele como os tigres e algumas semelhanças com os cães, tratava-se de um marsupial, e a primeira prova disso é que possuíam uma bolsa abdominal para o transporte dos filhotes.

Eles sumiram: sete animais extintos

O último uivo do tigre da Tasmânia: Observem a enorme abertura das suas mandíbulas

O tarpan

O quagga

O tigre de Java

O tigre do Mar Cáspio

O asno selvagem da Síria

O antílope bubal

O thylacine

O tigre-da-Tasmânia (thylacine) fotografado numa jaula com uma galinha

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