21/03/2012 07h49 – Atualizado em 21/03/2012 07h49
Fonte: Estadão
A mãe do suspeito dos assassinatos na escola judaica de Toulouse e dos militares em Montauban, sua namorada e irmão foram presos nesta quarta-feira, 21, como parte das investigações dos atentados que causaram sete mortes.
O ministro do interior francês, Claude Guéant, afirmou que as prisões foram feitas por precaução. De acordo com a lei francesa, a prisão dos membros da família para investigação pode durar até quatro dias em caso de terrorismo.
Segundo Guéant, o suspeito, cidadão francês de 24 anos com origem argelina e que se diz membro da al-Qaeda, negocia com a polícia e deve se entregar nesta tarde. O suspeito está cercado pela polícia em sua casa e, conforme o ministro, jogou pela janela uma das armas que possuía. No entanto, conta com outras no interior da residência, entre elas uma AK47. As autoridades francesas afirmam que desejam capturá-lo com vida. A rede de televisão norte-americana CNN afirma que o nome do atirador é Mohhammed Merah.
A casa sitiada fica a cerca de três quilômetros da escola judaica onde um rabino e três crianças foram mortas a tiros na manhã de segunda-feira. As autoridades francesas acreditam que o mesmo homem matou três soldados na região na semana passada.
O ministro disse à TV francesa que o suspeito, que se comunica com a polícia por trás de uma porta, afirmou que queria “vingar crianças palestinas” e os “crimes” da França no Afeganistão. Promotores disseram que outras operações estavam em andamento para procurar possíveis cúmplices.
Logo após os ataques da segunda-feira, uma grande operação de buscas, envolvendo todas as forças policiais do país, foi estabelecida, diante do temor de que o assassino poderia atacar novamente.
Enterro das vítimas
Milhares de pessoas, entre elas o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, assistem ao sepultamento, no cemitério de Givat Shaul, o maior de Jerusalém, das quatro pessoas assassinadas na escola judaica. A cerimônia começou depois das 10h locais (5h de Brasília) com a recitação do “Kadish”, oração judaica aos mortos, frente aos corpos do mestre-rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, seus dois filhos Arieh e Gabriel, de 5 e 4 anos, e Miriam Monsonego, de 7.
Mais de 50 familiares e pessoas próximas das vítimas viajaram da França para o enterro. Pouco antes da cerimônia, Juppé se reuniu com o presidente de Israel, Shimon Peres, e assegurou que o suspeito seria detido “em questão de horas ou até minutos”, segundo um comunicado da Presidência israelense.

