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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Como Sarkozy alimenta a islamofobia na França

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15/04/2012 15h47 – Atualizado em 15/04/2012 15h47

Fonte: Brasil 247

Cemitérios profanados, mesquitas pichadas, mulheres insultadas ou obrigadas a retirar o véu estão entre as quase 300 denúncias de islamofobia coletadas em 2011 pelo CCIF (Coletivo Contra a Islamofobia na França). Um número que a organização acredita ser muito menor do que a quantidade real de ocorrências.

Já a CNCDH (Comissão Nacional Consultativa dos Direitos Humanos) aponta que, apesar de uma leve diminuição no número total de atos racistas, antissemitas e xenófobos em 2011, a intolerância está aumentando. Baseado em uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto CSA no final do ano passado, o CNCDH afirma no documento que há “um aumento da suspeita em relação aos muçulmanos” e uma “rejeição crescente dos estrangeiros, vistos cada vez mais como parasitas ou até como uma ameaça”.

Segundo o estudo, 51% das pessoas interrogadas estimam que “os muçulmanos formam um grupo à parte na sociedade” – 6 pontos a mais do que em 2009 – e 72% pensam que “os franceses muçulmanos são franceses como os outros” – 7 pontos a menos do que em 2009.

Em seu relatório, o CNCDH, uma instituição independente que aconselha o governo no campo dos direitos humanos, afirma que os atos de racismo em geral recenseados pela polícia em 2011 foram 1.254, uma queda de 7% em relação a 2010. Mas o “racismo antimuçulmano” aumentou em 33,6%. Um aumento que se explica em parte pela melhora do recenseamento dos casos de racismo contra muçulmanos, segundo o CNCDH, que incita “os poderes públicos a se mostrarem particularmente atentos diante dessa violência”.

O professor de Geografia e História Samy Debah, é presidente e um dos fundadores do CCIF, que desde 2003 computa em todo o país os atos de discriminação e violência verbal ou física contra indivíduos ou instituições ligados à religião muçulmana.

Para ele, as ações do franco-argelino Mohamed Merah em Toulouse e Montauban, que resultaram no assassinato de sete pessoas, dentre elas três crianças, abriram espaço para um reforço do discurso anti-Islã na França. De acordo com o especialista, tanto o atual governo de Nicolas Sarkozy como a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, demonizam o Islã para ganhar votos.

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