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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Fetems: 34 anos de luta e história

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12/03/2013 08h11 – Atualizado em 12/03/2013 08h11

Fonte: Fetems

No mês de março, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de mato Grosso do Sul) completa 34 anos de luta por uma sociedade mais justa e solidária. A Federação nasceu no dia 3 de março de 1979. Nesse período a entidade não se tornou protagonista somente de sua própria história, é personagem ativa das conquistas políticas e sociais do Estado de Mato Grosso do Sul. Foi, e é fundamental para que o Governo devotasse atenção especial aos trabalhadores.

Até 1979, Mato Grosso do Sul, possuía 100 mil crianças em idade escolar fora das escolas. A ditadura militar ainda imperava. Não havia eleições diretas para Presidente. Apenas 10% dos professores estaduais eram efetivos. Os diretores eram nomeados à revelia da comunidade escolar. Inexistia qualquer Plano de Cargos, Carreira e Salários. Não havia piso salarial. O atraso em pagamentos de salários era regra.

A comunidade escolar precisava fazer promoções para manter as Unidades Escolares. Faltava giz para as escolas. Mas faltava especialmente respeito dos governantes para com uma categoria que trabalha a educação como uma “arma de plantar a liberdade”.

A foto do início desta matéria foi publicada no extinto jornal Diário da Serra,mostra a passeata realizada na terça-feira, 27 de maio de 1981. O país enfrentava uma inflação galopante de mais de 80% mensais. Um cenário inimaginável nos dias atuais. portanto, os professores, além do atraso, recebiam os seus salários completamente desfasados. Por sua vez, a falta dos reajustes, provocava um acentuado arrocho salarial, produzindo uma situação social em que as condições de vida dos trabalhadores em educação se degradavam nos limites aceitáveis de cidadania.

A mobilização reivindicava 93% para equiparação proveniente das perdas inflacionárias. O movimento começou logo cedo em frente à UCE (União Campograndense dos Estudantes), em protesto contra o aumento de apenas 15% concedido pelo Governo Estadual, na época governado por Pedro Pedossian.

Esse ato contou com a presença do presidente da CPB (Confederação de Professores do Brasil), Hermes Zanetti. A passeata culminou, após percorrer as principais ruas da Capital, com a realização de um ato público em frente a sede do governo, no ERPE (Edifício das Repartições Públicas Estaduais). Uma comissão entregou mais um documento a Albino Coimbra, o então Chefe da Casa Civil do Estado, exigindo o reajuste salarial.

Mobilização realizada em 27 de maio de 1981.

Protesto na Asembleia Legislativa.

Professores na Avenida Afonso Pena indo para mobilização.

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