23/03/2013 22h31 – Atualizado em 23/03/2013 22h31
Estudantes da UEMS fazem passeata no centro de Campo Grande por melhores condições de ensino
Fonte: Midiamax
Cerca de 200 acadêmicos da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) realizaram manifestação e passeata no centro de Campo Grande na tarde deste sábado (23). Com palavras de ordem, os estudantes exigiram melhorias nas condições de ensino da instituição, que não oferece, segundo eles, estruturas básicas como biblioteca e salas de tecnologia.
“Estamos mendigando com um pires na mão, só queremos condições mínimas para estudar, e o cumprimento de promessas feitas pela secretaria”, afirmou Diego Roberto Lelis, 25 anos, um dos organizadores da manifestação, se referindo à SED (Secretaria Estadual de Educação).
Ainda segundo Lelis, que é estudante do 4º ano de geografia, os acadêmicos pleiteiam, além de biblioteca, computadores, acesso à internet, e mais funcionários.
Os acadêmicos se concentraram na esquina entre a avenida Afonso Pena e a rua 14 de Julho, no centro da cidade. Após intervenção da Polícia Militar, que pediu a liberação das vias, os manifestantes realizaram uma passeata, que terminou na Praça Ary Coelho.
“Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu, aqui está presente o movimento estudantil”, era um dos gritos de ordem ouvidos no centro da cidade. “UEMS” e “Autonomia já” completavam o coro dos acadêmicos, que organizaram a manifestação pelas redes sociais, onde receberam o apoio de mais de três mil internautas.
Já na Praça Ary Coelho, os estudantes tiveram uma aula ao ar livre, para demonstrar a falta de estrutura física da UEMS. “Ouvimos uma palestra que, entre outros assuntos, fez alusão às lutas da década de 60, na revolução estudantil”, comentou o acadêmico Fábio Paes, do 1º ano de letras.
A UEMS funciona dividida no prédio da antiga Escola Estadual Irmã Bartira, no bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, e na Escola Estadual Hercules Maymone. A infraestrutura não é considerada adequada pelos alunos. A biblioteca é pequena e por falta de espaço muitos livros estão encaixotados na unidade de Dourados, revelaram os alunos.
A instituição também não oferece laboratórios específicos, conforme exigência dos Projetos Pedagógicos dos cursos. E até o laboratório de informática, que seria básico para as pesquisas que um curso de nível superior exige falta no local. Para cumprir a carga horária à distância (20% do total) cada estudante tem que se virar como pode.

