10/06/2013 13h36 – Atualizado em 10/06/2013 13h36
Representantes de Estados visitam Centro Penal da Gameleira e elogiam modelo de gestão
Fonte: Notícias MS
Campo Grande (MS) – Representantes de vários Estados do País visitaram semana passada o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. A visita foi organizada pela empresa responsável pela instalação de cerca elétrica no local. Mas, ao conhecerem a estrutura e organização do presídio se surpreenderam com o modelo de gestão e o grande número de oficinas de trabalho aos internos.
Participaram da visita representantes dos sistemas penitenciários e das secretarias de Justiça e Segurança Pública dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Sergipe, Pará e Minas Gerais.
Os visitantes percorreram toda a unidade prisional e conheceram as oficinas de trabalho instaladas, que garantem, no próprio estabelecimento penal, ocupação produtiva remunerada aos internos, que cumprem pena em regime semiaberto.
Atualmente, 86 reeducandos trabalham nas nove oficinas existentes no presídio, com frentes variadas de trabalho, como fabricação de sofás, portão de elevação, cadeiras de fio, tijolos e artefatos de cimento, churrasqueiras, panelas de alumínio e reforma de orelhões. Outros 212 presos atuam em empresas e instituições fora do estabelecimento prisional, por meio de parcerias. Para esses detentos, existe um controle de entrada e saída, por meio de carteira de identificação, além de controle de horários e permanência no local de trabalho, como forma de garantir a segurança e a disciplina.
Ativado em maio de 2010, o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira vem servindo de modelo para o cumprimento do regime semiaberto no País, tendo recebido visitas de pessoas de outras regiões do País. No mês passado, por exemplo, esteve no presídio o presidente do Conselho da Comunidade de Aracaju (SE), José Raimundo.
Após a visita, os representantes disseram que irão levar o modelo adotado no Centro da Gameleira como referência para reestruturação do regime semiaberto, cujo regime prisional em vários Estados apresenta problemas substanciais atualmente.

