04/07/2013 15h02 – Atualizado em 04/07/2013 15h02
Fonte: LUSA
As autoridades sul-africanas executaram a ordem emitida esta semana por um tribunal do sudeste do país, que obrigou o neto mais velho de Mandela e chefe tradicional de Mvezo, Mandla Mandela, a devolver a Qunu as ossadas que o mesmo tinha exumado e enterrado em 2010, em Mvezo, sem autorização da família, refere a agência noticiosa Efe.
Nelson Mandela nasceu em Mvezo, mas passou a infância em Qunu, onde tem uma casa e onde pediu para ser enterrado, ao lado dos três filhos.
Um total de 16 membros da família Mandela, entre os quais se incluem as três filhas e a mulher do ex-Presidente, Graça Machel, pediram, na semana passada, uma ordem ao tribunal para devolver as ossadas ao cemitério do clã em Qunu.
A filha mais velha de Mandela e líder do grupo de demandantes, Makaziwe Mandela, reconheceu, no seu depoimento em tribunal, que a reclamação sobre os restos mortais está relacionada com a delicada saúde do seu pai, que se encontra em estado crítico há 11 dias.
“A antecipação da sua morte baseia-se em fundamentos reais e substanciais”, disse Makaziwe no seu depoimento, segundo a imprensa local.
As exumações, presenciadas por vários jornalistas, foram levadas a cabo esta tarde no Grande Palácio de Mvezo do chefe Mandla.
Makaziwe Mandela morreu em 1948, aos nove meses de idade, e, em sua honra, foi batizada outra filha do ex-Presidente; Thembelike Mandela morreu em 1969, aos 24 anos de idade, num acidente de viação, e Makgatho Mandela, pai de Mandla, morreu em 2005, aos 46 anos, vítima de sida.

