03/03/2014 14h17 – Atualizado em 03/03/2014 14h17
Secretário-Geral disse que Nações Unidas estão prontas para oferecer qualquer ajuda que possa levar a uma solução pacífica da situação; Ban Ki-moon fez a declaração esta segunda-feira em Genebra.
Fonte: Rádio ONU
A ONU afirmou nesta segunda-feira (3), que está pronta para ajudar na mediação da crise política na Ucrânia.
A declaração foi feita pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante entrevista coletiva em Genebra. Ele pediu a restauração da paz e apelou à Rússia que evite ações ou discursos que possam causar uma escalada das tensões.
Ban-Lavrov
No encontro que terá com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, Ban afirmou que eles vão discutir como as Nações Unidas podem trabalhar com as autoridades russas e ucranianas para resolver a situação.
O chefe da ONU disse que primeiro é necessário reduzir as tensões e encontrar uma forma de promover um diálogo direto entre os dois lados.
Mas Lavrov negou, em discurso no Conselho dos Direitos Humanos, que seu país tenha invadido a Ucrânia enviando tropas para a região da Crimeia.
O ministro explicou que se trata de uma questão de defender os cidadãos russos na região e de garantir os direitos humanos, especialmente o direito à vida.
Lavrov afirmou que os soldados vão permanecer na região até que a situação política na Ucrânia esteja normalizada.
Jan Eliasson
Ban Ki-moon decidiu enviar seu vice, Jan Eliasson, à Ucrânia para analisar a situação no país. Ele disse que Eliasson já está em Kiev para conversar com autoridades ucranianas.
O principal objetivo da visita é convencer as partes envolvidas na crise sobre a necessidade de reduzir as tensões, evitar discursos polêmicos e engajar num diálogo construtivo.
Segundo Ban, a mensagem da ONU é também sobre a importância de se garantir e preservar a independência, a soberania e a integridade territorial do país.
O Secretário-Geral afirmou que neste momento é fundamental restaurar a calma e reduzir as tensões através do diálogo.
Ele mencionou algumas ideias que estão sendo debatidas para ajudar nesse sentido como a criação de uma missão de observadores ou de um grupo de contato, mas ainda é necessário um acordo entre as partes.
Fatos
Na Ucrânia, Eliasson vai apurar os fatos e depois informará o Secretário-Geral sobre os próximos passos que a ONU poderá tomar para ajudar a reduzir as tensões no país.
A Ucrânia tem registrado protestos violentos nos últimos meses e na semana passada, viu o Parlamento retirar o presidente Viktor Yanukovych do poder. Além disso, houve uma escalada das tensões na região da Crimeia.
Segundo as agências de notícias, tropas e veículos militares russos foram enviados para a área.
Tanto Eliasson, como Ban Ki-moon e o enviado especial do Secretário-Geral para a Ucrânia, Robert Serry, pediram a todos envolvidos na crise que mantenham a calma e que realizem um diálogo direto para evitar uma escalada da violência.

