28/03/2014 10h59 – Atualizado em 28/03/2014 10h59
Fonte: Agência CNM, com informações da Agência Senado
O potencial hidrelétrico do Brasil deverá se esgotar entre os anos 2025 e 2030. A fim de se garantir a energia nos próximos dez anos e alcançar o potencial máximo previsto para a geração de fonte hídrica será preciso explorar as últimas fronteiras das grandes usinas no país e diversificar as matrizes energéticas. Foi o que apontaram especialistas durante 1º Fórum Nacional de Infraestrutura, realizado nesta quinta-feira, dia 27 de março, no Senado.
Para os participantes, a prioridade é a geração de energia hidrelétrica, como a estimada para as usinas de Belo Monte e o Complexo de Tapajós. Além disso, foram destacadas as vantagens dos múltiplos usos da hidrovia para a navegação, a prevenção de cheias com o controle da vazão e os benefícios de infraestrutura para as comunidades do entorno.
Fontes alternativas
Os especialistas destacaram que sempre que o nível dos reservatórios atinge estado crítico ocorre o acionamento das usinas térmicas, a gás, com energia mais cara e poluente. Nesse sentido, foram apresentadas outras fontes de energia, como, por exemplo, a cana-de-açúcar e seus derivados, etanol e bagaço, como a segunda fonte da nossa matriz energética, mais limpa e econômica.
Além disso, os ventos favoráveis de janeiro a dezembro e muita luz solar também foram lembrados. Essas fontes energéticas se complementam, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica. No Brasil 70% da energia é hidrelétrica; 10%, de biomassa; 3%, eólica; e mais a energia solar, que começa a ser implantada.
Os debatedores ainda mencionaram outras fontes de energia. Entre elas, a nuclear, com novos reatores; o carvão; e até o lixo, com a queima direta dos resíduos ou a queima do biogás produzido a partir da decomposição da matéria orgânica.
Todas as sugestões estão sendo organizadas com os principais encaminhamentos ao Poder Executivo ou as propostas que podem se transformar em projetos legislativos.

