30 C
Dourados
terça-feira, 5 de maio de 2026

Educação e inserção no mercado de trabalho, um desafio para MS

- Publicidade -

16/07/2014 09h56 – Atualizado em 16/07/2014 09h56

Educação e inserção no mercado de trabalho, um desafio para MS

Por: Marcio Monteiro

Em recente viagem a Três Lagoas pudemos constatar um fato que é preocupante. Em que pese o acelerado desenvolvimento que aquele município vem tendo por conta do surto industrial, parte significativa da população local ainda enfrenta dificuldades para sua efetiva inserção no mercado de trabalho de modo aproveitar e participar desse desenvolvimento que vive a região. E isso acontece devido ao fato da nossa Educação não estar preparada para essa nova realidade e suas demandas, como a necessidade de trabalhadores qualificados e especializados para ocupar as vagas disponibilizadas ao longo da cadeia produtiva da indústria e também nos empregos indiretos relacionados com atividades que surgem juntas com o processo de industrialização, principalmente no setor de serviços como restaurantes, hotelaria, etc. O resultado é que os trabalhadores locais ficam com os empregos menos qualificados, e portanto com menor remuneração, enquanto as melhores vagas são ocupadas por trabalhadores oriundos de outros estados.

O que ouvimos da população em Três Lagoas, essa necessidade premente de investimento em educação e qualificação profissional para que as pessoas de nosso estado possam crescer junto com o progresso econômico, vale para o resto de Mato Grosso do Sul. Precisamos repensar a educação em nosso estado, fazer um diagnóstico realista para que ela seja reestruturada com base em nossa realidade sócio-econômica e seja realmente uma alavanca para o progresso individual e social. Sempre ouvimos que deveríamos fazer o que países como a Coréia do Sul e Japão fizeram: investimento maciço em educação formal e técnica para formar cidadãos aptos a se inserirem na sociedade e que teve como resultado a formação de mão-de-obra qualificada que é um dos motores dessas economias dinâmicas e progressistas. É por ver na Educação uma das bases fundamentais do nosso desenvolvimento que nós, do PSDB, a colocamos em nosso programa num lugar de destaque e prioridade.

Num rápido diagnóstico da Educação em nosso estado vemos uma situação onde vemos as escolas com problemas de infraestrutura, sobrecarga de trabalho dos professores, falta de formação continuada, o plano de carreira não é condizente com a importância do professor, elevado índice de reprovação e abandono, excesso de contratação de professores temporários, distorção na relação idade/ano escolar, repetência e evasão.

E por quê temos essa realidade? Por que a Educação não tem sido realmente prioridade de governo. Não basta investir em estradas e asfalto. Sem as pessoas não somos nada. É preciso investir na qualidade do ser humano, na sua educação, na saúde e na geração de emprego e renda. Não basta universalizar o acesso ao ensino fundamental e médio. É preciso qualidade na educação sob pena de estarmos formando cidadãos com educação formal no papel, mas completamente despreparados para realidade do mundo atual, onde as tecnologias avançam rapidamente exigindo cada vez mais capacidade de raciocínio, interpretação, conhecimentos gerais e técnicos para inserção no mercado de trabalho.

Certamente já avançamos na Educação em nosso país, desde a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso para cá. Mas em nosso estado, e no país também, ainda temos muito por fazer no quesito Educação. Estamos atrasados e precisamos recuperar o tempo perdido.

Entre os desafios colocados certamente estão a elevação da qualidade das escolas, que passa tanto pela sua recuperação estrutural (precisamos de boas escolas, que ofereçam o mínimo de segurança e conforto para professores e alunos) como pelo investimento no potencial humano, que são os professores e funcionários técnico-administrativos da rede educacional. Precisamos de escolas de tempo integral, onde o aluno tenha não só a aula em sala, mas acesso ao esporte, cultura e outras atividades que enriqueçan sua personalidade e agregue conhecimento. É preciso mais autonomia tanto para as escolas como para a nossa universidade estadual, a UEMS. É preciso cumprir a Lei do Piso Salarial Profissional Nacional e valorizar o profissional da Educação, bem como realizar concurso público para o quadro permanente das escolas.

Essas são algumas considerações que colocamos para debate, num tema que certamente deve ser prioridade absoluta de qualquer governo, seja em nível municipal, estadual e federal. E nós do PSDB-MS temos um programa para a Educação de Mato Grosso do Sul que apresentaremos para debate e apreciação junto à comunidade escolar e sociedade de forma geral.

Educação e inserção no mercado de trabalho, um desafio para MS

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-