16.7 C
Dourados
quarta-feira, 23 de setembro de 2026

OMS: países afetados não têm como lidar sozinhos com surto de ebola

- Publicidade -

08/08/2014 15h45 – Atualizado em 08/08/2014 15h45

Fonte: Rádio ONU

A Organização Mundial da Saúde declarou, esta sexta-feira, que o surto de ebola na África Ocidental representa uma emergência de saúde pública global.

Segundo a OMS, o mundo precisa estar em alta vigilância para possíveis casos da doença. A agência da ONU explica que isso não significa que todos os países vão registrar infecções, apenas uma pequena parte do continente africano foi afetado pelo surto.

Combate

A organização disse que as nações atingidas pela epidemia até agora, simplesmente não têm condições de combater sozinhas um surto dessa dimensão e complexidade.

Antes da declaração da OMS, o médico brasileiro Maurício Ferri falou à Rádio ONU sobre o problema. Ferri, que está ajudando a agência a combater a epidemia na Serra Leoa, falou sobre o pessoal médico no local.

“É uma equipe multidisciplinar que vai de logística à coordenação, a parte bem técnica de virologia, infecção hospitar e comunicação com o público. É realmente um esforço multidisciplinar que envolve uma coordenação de uma equipe aqui em Genebra, na Guiné, na Libéria, na Nigéria, Serra Leoa e também em contato constante com outros especialistas em ebola, em doenças infecciosas no mundo inteiro.”

Proteção

A agência declarou que esses países não têm condições financeiras, médicos e enfermeiros suficientes, e roupas de proteção especiais para lidar com a doença.

Para minimizar os riscos de uma propagação internacional do vírus, a OMS disse que todos os passageiros viajando dos países afetados pela epidemia devem ser examinados para possíveis sintomas.

A agência da ONU sugere que as pessoas já infectadas não devem ser transferidas de um país para outro.

Propagação

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a propagação do vírus ganhou força por causa do frágil estado dos sistemas de saúde dos países afetados.

Ela citou também a falta de material médico, profissionais qualificados e desinformação pública sobre a doença.

Chan pediu à comunidade internacional que ajude as nações atingidas a combater a epidemia.

Segundo a agência da ONU, o surto de ebola já matou até agora mais de 900 pessoas. Ele teve início na Guiné-Conacri em dezembro do ano passado e se espalhou para Libéria, Serra Leoa e em menor escala na Nigéria.

Em resposta, a OMS afirma que no caso dos países afetados, os chefes de Estado devem declarar emergência de saúde nacional.

Além disso, as autoridades devem vigiar fronteiras, aeroportos e portos, e realizar exames em todas as pessoas que apresentarem febre ou outros sintomas do ebola.

Agente de saúde atende vítima do ebola em Centro de Tratamento do Ebola na Serra Leoa. Foto: Irin/Tommy Trenchard

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-