15/08/2014 16h49 – Atualizado em 15/08/2014 16h49
Fonte: Assomasul
A possível transferência da sede da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Dourados para Campo Grande deve provocar acalorados debates no plenário da Assembleia Legislativa, podendo inclusive abrir uma crise política em âmbito estadual.
A polêmica iminente foi levantada na sessão desta quinta-feira (14) pelo deputado estadual Laerte Tetila (PT), dando conta da eventual possibilidade de transferência da reitoria da UEMS para a Capital.
A advertência do petista surge diante de rumores de que, com a instalação do curso de Medicina no campus da Capital, a nova sede abrigaria a reitoria da universidade.
Com sede em Dourados, a UEMS atua hoje em 25 cidades, abrangendo todas as regiões do Estado. No decorrer de 20 anos, completados este mês, foram criados 54 cursos de graduação, 11 mestrados, um doutorado e dez pólos de educação à distância, conforme garante o reitor Fábio Edir dos Santos.
Na semana passada, a Assembleia homenageou várias personalidades que contribuíram para a instalação da Universidade com sede na segunda maior cidade do Estado, entre as quais, o ex-governador Pedro Pedrossian e os ex-deputados estaduais Walter Carneiro, autor da emenda constitucional que institui a UEMS, e Roberto Razuk, por ter subscrito o projeto em legislatura subseqüente.
Presente a solenidade em homenagem ao aniversário da UEMS, Fábio disse que uma das metas é expandir as atividades de forma contínua e obter cada vez mais o reconhecimento da sociedade da importância da instituição.
A construção da sede na Capital, que, segundo ele, deverá ficar pronta até 2015, é uma das grandes conquistas da UEMS . “A nova sede é fruto da expansão pela qual compartilhamos que é de adequada à realidade, com os pés no chão”, afirmou.
Na opinião de Tetila, o projeto da Cidade Universitária de Dourados é ancorado na existência de duas universidades na mesma área, a UEMS e a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).
“Esse projeto tem dado certo, haja vista o intercâmbio que há em todos os sentidos entre as duas universidades. A Cidade Universitária de Dourados colaborou para impulsionar o desenvolvimento técnico e científico da região, tornando-se um ambiente acadêmico de excelência no interior do Brasil”, destaca o deputado.
Tetila alerta que a transferência da reitoria da UEMS para Campo Grande é algo desnecessário e um retrocesso não só para a Cidade Universitária, mas para a Grande Dourados e as regiões próximas, que hoje abrigam uma população próxima de um milhão de habitantes.
“O impacto da instalação da reitoria em Campo Grande é algo mínimo para a Capital se comparado com a manutenção da reitoria em Dourados. Para a Cidade Universitária é fundamental que a reitoria continue em Dourados”, ressalta o parlamentar.
Instituída pela Lei Estadual nº 1461, de 20 de dezembro de 1993, a UEMS já formou mais de 11 mil acadêmicos.
“A Cidade Universitária de Dourados, que conta com duas universidades públicas de qualidade e referência, é o fato mais extraordinário que aconteceu para o desenvolvimento do Centro-Sul do Estado em mais de meio século, comparada apenas a Colônia Agrícola Nacional. A transferência da reitoria é um rumor que nos deixa muito preocupado, assim como a toda população dessa região”, advertiu.

