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terça-feira, 23 de junho de 2026

Semana encerra em mercado focado na negociação de safrinha

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12/12/2014 09h48 – Atualizado em 12/12/2014 09h48

Fonte: Agência Estado

O mercado doméstico de milho encerra mais uma semana de fraca movimentação no spot, mas com bons volumes de negócios da safra 2014/15 fixados de forma antecipada. São os produtores de Mato Grosso os mais interessados em travar lotes da próxima safrinha e a maior parte do volume deve ser destinado à exportação, relatam corretores. A valorização do dólar ante o real – ontem a moeda norte-americana fechou o dia em alta de 1,49%, a R$ 2,6510 – tem ajudado, porque melhora as propostas de compra das tradings, atraindo vendedores.

Em Mato Grosso, a média é de 20 mil a 30 mil toneladas de milho 2014/15 negociadas por dia nas duas últimas semanas, segundo Gilmar Meneghetti, da Diversa Corretora. Ontem, o volume foi superado, afirmou. Apenas uma trading arrematou 20 mil toneladas para retirada em Primavera do Leste e Campo Verde a R$ 18/saca. A proposta era para retirada entre junho e julho e pagamento em agosto. Outro negócio, de 6 mil toneladas, foi fechado a R$ 20/saca CIF ferrovia em Rondonópolis, com embarque em junho e julho e pagamento em 27 de agosto. No Médio-Norte do Estado igualmente há forte interesse na negociação. Saíram ontem 20 mil toneladas a R$ 15,80/saca em Lucas do Rio Verde e R$ 15,50/saca em Sorriso, mas com embarque em outubro e novembro e pagamento em novembro, conforme Meneghetti.

No spot, contudo, o último negócio registrado pelo corretor da Diversa foi em final de novembro. Compradores indicam R$ 18,50/saca em Primavera do Leste e Campo Verde e R$ 20/saca em Rondonópolis, preços para pagamento no final de janeiro. Com prazo de pagamento mais longo, produtores pedem R$ 20/saca em Primavera do Leste e Campo Verde e R$ 21/saca a R$ 21,50/saca em Rondonópolis.

No Paraná, lote de 1,5 mil toneladas foi negociado a R$ 28/saca CIF Campos Gerais, mas o contrato foi pontual, segundo uma fonte da região. No norte do Paraná, havia chance de negócio a R$ 26/saca CIF, mas não foram fixados lotes. Para a safrinha 2014/15, havia comprador entre R$ 29/saca e R$ 30/saca para produto posto no Porto de Paranaguá a partir de agosto e pagamento em setembro, sem registro de negócios nesta semana. Produto poderia ser negociado de R$ 25,70/saca a R$ 26/saca CIF ferrovia em Maringá. Na corretora consultada, foi feito um lote na semana passada a R$ 30/saca com entrega em agosto e pagamento em final de setembro.

Corretores de Minas Gerais seguem buscando grãos em Goiás para abastecer clientes de São Paulo. Rodaram 6 mil toneladas esta semana de milho goiano para entrega em Bananal (SP) a R$ 33,50/saca. Na semana passada, as propostas estavam em R$ 34,50/saca. Para entrega em Campinas, compradores sinalizavam R$ 32/saca. Segundo o corretor Allison de Souza, da ABS Corretora, a concorrência com milho de Goiás e Mato Grosso do Sul e a maior disposição de produtores mineiros em negociar com as despesas de fim de ano e a necessidade de limpeza de armazéns pressionam os preços também para retirada no Triângulo Mineiro. As propostas de compra recuaram de R$ 26/saca na semana passada para R$ 24,50/saca, mas não foram comercializados lotes FOB esta semana. “O mercado está calmo, com comprador local recuado. Deve voltar a comprar lá pelo dia 5 de janeiro”, destacou o agente. Para safrinha 2014/15, o mercado mineiro segue sem registro de vendas antecipadas ou mesmo referência de preço.

O indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% e terminou a quinta-feira a R$ 27,24 a saca. Em dólar, o preço ficou em US$ 10,28/saca (-0,39%).

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros fecharam em alta, se recuperando das perdas registradas na sessão anterior. O vencimento março, de maior liquidez, ganhou 4,75 cents (1,21%), a US$ 3,9850 por bushel.

Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostrou que a demanda pelo produto norte-americano segue firme, ainda que as vendas ao exterior na semana encerrada em 4 de dezembro tenham sido 18% inferiores ao volume apurado no período anterior, de 962,8 mil toneladas.

Foto: Ascom Famasul

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