09/07/2015 21h43 – Atualizado em 09/07/2015 21h43
Giroto pede afastamento de cargo no Ministério dos Transportes após ser alvo da Operação Lama Asfáltica
A investigação recai sobre três contratos firmados com o poder público, que somam R$ 45 milhões e deram prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
Fonte: Da Redação
Amambai (MS) – O ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul, Edison Giroto (PR), pediu afastamento do cargo de assessor especial do Ministério dos Transportes, nesta quinta-feira (9) alegando assuntos particulares. O afastamento foi comunicado em nota pelo titular da pasta, ministro Antônio Carlos Rodrigues.
O pedido ocorreu após Giroto ser alvo da Operação Lama Asfáltica, desenvolvida pela PF, Ministério Público Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União.A investigação recai sobre três contratos firmados com o poder público, que somam R$ 45 milhões e deram prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.
Na manhã desta quinta-feira (9), Giroto teve a sua residência em Campo Grande revistada por Policiais Federais cumprindo mandato de busca e apreensão. A casa de Giroto, avaliada em aproximadamente R$ 7 milhões, está localizada no Residencial Dahma.
De acordo com Giroto, a polícia federal entrou em sua casa só para ver se existiam documentos para
esclarecer as investigações sobre a Proteco e sonegação fiscal do João Amorim e que a única coisa que encontraram foi o computados de sua esposa. “Poderiam ter me chamado para depor, olhar os contratos do governo. Tudo o que tem é público e eles têm acesso”, destacou o ex-secretário de obras no governo Puccinelli, em protesto a revista na sua residência.
Confira na íntegra a nota do ministro:
“O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, teve conhecimento, nesta quinta-feira (9/7), da Operação “Lama Asfáltica” da Polícia Federal, Receita Federal e CGU em Campo Grande. O assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, solicitou afastamento de suas funções no Ministério para tratar de assuntos particulares.”
*Com informações dos sites Campo Grande News e Midiamax

