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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Trabalhadores de Amambai realizam mobilização no dia 22

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17/09/2016 20h56

Trabalhadores de Amambai fazem mobilização no dia 22

A mobilização é contra a retirada dos direitos dos servidores públicos, proposta pelo Governo de Michel Temer.

Fonte: Assessoria Simted

Amambai (MS) – Na ultima terça-feira (13), a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Básica em Amambai (Simted) realizou assembleia geral com trabalhadores das redes municipal e estadual de ensino para debater e organizar a mobilização do dia 22, quinta-feira, contra a retirada dos direitos da classe trabalhadora, proposta pelo Governo de Michel Temer. Foram convidados para participarem da assembleia membros do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos da Prefeitura de Amambai (Sisem) e da Associação dos Servidores Municipais da Saúde.

De acordo com a presidente do Simted, professora Olga Tobias Mariano, a participação dos trabalhadores na mobilização é importante para demonstrar ao governo federal que a categoria está atenta e vai lutar para garantir seus direitos e por uma educação pública de qualidade. “A intenção é promover uma grande aula de cidadania junto à sociedade, através da distribuição de material informativo e manifestações públicas”, reforça Olga.

Programação

Manhã – 8h30, concentração na sede do Simted e, em seguida, caminhada até a região central da cidade, com distribuição de material informativo sobre os motivos da mobilização;

Tarde – 13h30, manifestação e distribuição de material informativo na praça Cel. Valêncio de Brum.

A pauta da mobilização será:

Contra a PEC 241 – O presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Como em propostas anteriores, a exemplo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, a medida recai sobre os trabalhadores, os servidores e os serviços públicos e, especialmente, em áreas essenciais à população brasileira como a Educação e Saúde.
Contra a PLP 257 – O Projeto de Lei Complementar 257 (PLP 257/2016) traz uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, principalmente servidores públicos – federais, estaduais e municipais. Ele faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. As medidas, que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e os programas sociais.

Contra a PL 4567 –A nossa luta é para que o Pré-Sal não seja entregue às multinacionais. Liberar a operação do Pré-Sal é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população, como o investimento de 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. Não podemos permitir que a maior reserva de petróleo da atualidade seja entregue à exploração predatória das multinacionais.

Contra a Lei da Mordaça – A escola deve ser um ambiente de prática libertadora, onde todos podem se colocar, se contrapor, a partir da pluralidade de temas – com respeito às minorias e de combate a todo tipo de discriminação, seja de etnia, gênero, orientação sexual, religião, estilo de vida. Só que não é o que estabelece um Projeto de Lei intitulado de “Escola Sem Partido”, preferimos chamar de “Lei da Mordaça”, pois tenta usurpar o pensamento crítico do ambiente escolar.

Em defesa da Lei do Piso – A ideia de Temer é modificar a Lei 11.738-2008 e criar um programa batizado de “Travessia Social”, que daria ‘bônus’ aos docentes que ‘melhorassem’ o desempenho dos alunos e também ‘aperfeiçoassem’ suas práticas pedagógicas.

Assembleia Geral realizada no Simted, no dia 13 de setembro, definiu a mobilização.Foto: Assessoria

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