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sexta-feira, 10 de julho de 2026

População de Amambai deve estar atenta as condições das cédulas

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15/02/2017 09h53

População de Amambai deve ficar atenta para condições das cédulas

Cédulas com pequenos defeitos não estão sendo aceitas pelo comércio local

Fonte: Redação

Amambai (MS)- Quem for pagar contas ou fazer compras no comércio amambaiense tem que estar atento para as cédulas de dinheiro que dispõe, haja vista que os comerciantes não estão aceitando todos os tipos de cédula de real que o cliente apresenta.

Qualquer mínimo detalhe de alteração na cédula é motivo para que a nota seja recusada, o que prejudica não só o cliente, mas também o comerciante, que se nega a receber. Isso acontece porque os bancos passaram a ser mais cautelosos em aceitar cédulas deterioradas, o que tem gerado insegurança nos comerciantes.

Diante dessa problemática, a Associação Comercial e Empresarial de Amambai (Acia), promoveu na manhã de ontem (14) uma reunião com representantes de agências bancárias do município para esclareceram dúvidas e orientarem a diretoria da associação e comerciantes.

Desde 2009 há uma regulamentação do Banco Central que diz a respeito de cédulas dilaceradas e mutiladas, cédulas utilizáveis e não-utilizáveis, que em sua grande maioria são recolhidas pelo Banco Central, com algumas exceções, o que vem causando prejuízo as agências bancárias.

De acordo com o presidente da Acia, Azor de Assis, comerciantes amambaienses já tiveram problemas com cédulas em estado precário e que não foram aceitas pelas agências bancárias do município e passaram então a não aceitar determinadas notas, por isso a necessidade da reunião de esclarecimento, que servirá como base para um repasse de informações aos associados, ressalta Azor.

O comerciante Rodrigo Selhorst esclarece: “As agências bancárias, não só de Amambai, não estão aceitando notas pintadas na cor rosa, pois podem ser fruto de explosão de caixa eletrônico, bem como notas rasgadas ao meio de fora a fora, pois podem ser fruto de corrupção, ou seja, compra de votos. Ele explica que quando qualquer cidadão for ao banco com uma nota desta, ela será recolhida para averiguação, sem substituição no primeiro momento. Assim, continua Rodrigo, os comerciantes não querem ter prejuízos, da mesma forma que qualquer cidadão não quer ter.

Cédulas Inadequadas à Circulação

O Banco Central do Brasil é a instituição responsável pela emissão das cédulas, pelo lançamento das moedas nacionais e pela atividade de saneamento do meio circulante. As duas ações, emissão e saneamento, visam manter o dinheiro em circulação em boas condições de uso.

Devem ser retiradas de circulação as cédulas manchadas, sujas, desfiguradas, gastas ou fragmentadas; com marcas, rabiscos, símbolos, desenhos ou quaisquer caracteres a elas estranhos; com cortes ou rasgos em suas bordas ou interior; queimadas ou danificadas por ação de líquidos, agentes químicos ou explosivos etc.

As cédulas inadequadas à circulação podem ter valor ou não ter valor, em função do grau de dano apresentado.

As cédulas não-utilizáveis são aquelas inteiras, mas desgastadas pelo uso. Elas possuem valor e podem ser utilizadas normalmente pelo público. Neste caso, por estarem muito desgastadas, os bancos devem, ao recebe-las, encaminhá-las ao Banco Central para a destruição.

Já as cédulas dilaceradas são as que possuem algum dano, podendo apresentar-se inteiras ou fragmentadas, devendo, neste último caso, possuírem mais da metade de seu tamanho original em um único fragmento. Esta cédula tem valor apenas para depósito ou troca na rede bancária. Os bancos devem receber e trocá-las por seu valor integral ou aceita-las em seu depósito. Posteriormente, devem ser também encaminhadas ao Banco Central para destruição.

Exemplos de cédulas dilaceradas: cédula inteira, porém com caracteres estranhos; cédula rasgada, cortada, queimada ou danificada por traça, cupins ou agentes químicos; cédula com parte suprimida ou formada por fragmento de outra cédula.

As cédulas mutiladas são as que não possuem nenhum valor porque não apresentam um fragmento com mais da metade do seu tamanho original. Alguns exemplos são: cédulas rasgadas, cortadas, queimadas.

No site do Banco Central do Brasil há diversas fotos com os exemplos de cédulas inadequadas à circulação com e sem valor.

Segundo o gerente do Banco do Bradesco em Amambai, Cleber Magalhães, cerca de 1 milhão de reais em notas em mau estado de conservação foram enviadas a Central do Bradesco em Dourados. Desse valor, R$ 100 mil não foram aceitos, causando prejuízo aos bancos. O prejuízo da agência de Amambai foi de cerca de R$ 1 mil.

O professor e ex-secretário municipal da Cidade, José Luis Karasek, atesta a recusa por alguns comércios das cédulas consideradas sem valor. “Alguns comerciantes já colocaram avisos em seus estabelecimentos informando que não aceitam tais cédulas; questionados, alegam que o Sicredi não as aceita em depósito”, diz ele. Segundo o professor, houve uma generalização em Amambai. “Qualquer nota com vinco desgastado pelo tempo e pelo uso é recusada”, pondera José Luis.

Estiveram presentes na reunião o gerente do Banco do Brasil, Olivar Rech; a gerente administrativa do Banco do Brasil, Daniela Berté; o gerente financeiro do Sicredi, Fábio Pezarico; o gerente do Bradesco, Cleber Magalhães e o técnico bancário da Caixa Econômica Federal (CEF), Josafá Cavalcante.

Matéria editada às 18h50 do dia 15/02/2017.

Reunião entre comerciantes e representantes de agencias bancárias aconteceu na segunda-feira (14), na sede da AciaFoto: Moreira Produções

Cédulas danificadas que circularam no comércio de Amambai.

Presidente da Acia, empresário Azor de Assis / Foto: Moreira Produções

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