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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Trabalhadores da Educação de Amambai mantêm greve e fazem carreata neste domingo

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17/03/2017 22h50

Trabalhadores da Educação de Amambai mantêm greve e fazem carreata no domingo (19)

Em Amambai, o movimento iniciou forte. Trabalhadores da Educação – professores e administrativos, alunos e seus pais, agentes penitenciários, trabalhadores rurais, cooperativados, vereadores, lideranças políticas, sindicalistas, índios Guarani Kaiowá das aldeias Limão Verde e Amambai e comunidade em geral estiveram presentes na manifestação que aconteceu no primeiro dia (15).

Fonte: Redação

O trabalhadores da Educação de Amambai – professores e servidores administrativos, das redes municipal e estadual de ensino, mantêm-se firmes no propósito de lutar contra a reforma da previdência.

Eles estão com suas atividades paralisadas e as escolas estão fechadas desde a última quarta-feira (15). O retorno às aulas não tem data prevista. “Resistiremos enquanto houver possibilidade de retrocesso da proposta, enquanto existir um deputado ou um senador com chance de ser sensibilizado a nosso favor”, falam eles.

A informação é que todas as unidades escolares públicas de Amambai, incluindo as indígenas, localizadas nas aldeias, exceto a municipal Mitã Rory, vinculada a uma instituição religiosa, estão fechadas. São mais de 8.500 alunos sem aula, segundo o censo de 2015 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Desde o início do Movimento Nacional contra a Reforma da Previdência, realizado em todo o país, os trabalhadores mantêm-se reunidos em concentração na praça Cel. Valêncio de Brum e em atividades visando a sensibilização da população e da classe política.

Continuidade do movimento exige determinação e organização

Enquanto uns fazem panfleteações e adesivagem, outros produzem cartazes e faixas, e outros ainda recolhem assinaturas de cidadãos em abaixo-assinado contra a reforma da previdência. Esta tarefa já resultou em mais de 5.000 assinaturas. O trabalho é árduo e exige determinação. Até porque os dias parados serão repostos em sábados letivos.

Para organizar o movimento, que é coordenado pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação Básica de Amambai (Simted), foram escolhidos cinco professores para compor a comissão de greve – César Augusto Guidotti (coordenador), Katy Mary Lemes Escobar, Rosana Fernandes, Ramona Cleide Martins Dutra e Addison Ricardo Fischer.

Avaliação

A presidente do Simted, professora Olga Tobias Mariano, faz avaliação positiva do movimento. Segundo ela, os trabalhadores de Amambai estão entendendo os motivos das manifestações e demonstrando revolta com as medidas que estão sendo propostas pelo governo federal. “A participação de trabalhadores de vários segmentos na paralisação é uma demonstração de que a nossa reivindicação visa garantir qualidade de vida para a maioria da população”, destaca Olga.

Movimento iniciou forte

Em Amambai, o movimento iniciou forte. Trabalhadores da Educação – professores e administrativos, alunos e seus pais, agentes penitenciários, trabalhadores rurais, cooperativados, vereadores, lideranças políticas, sindicalistas, índios Guarani Kaiowá das aldeias Limão Verde e Amambai e comunidade em geral estiveram presentes na manifestação que aconteceu no primeiro dia (15).

Foram mais de 1.000 pessoas que inicialmente se concentraram na praça Cel. Valêncio de Brum e depois percorreram a avenida Pedro Manvailer gritando palavras de ordem, reagindo contra a reforma e sensibilizando quem assistia a passeata.

Entidades unidas

Em todo o Brasil, o movimento é coordenado por diversas entidades classistas e sindicais. Entre elas, a CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, Fetems – Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, CUT – Central Única dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Frente Brasil Popular, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes).

Comunidades Indígenas

As comunidades indígenas das aldeias Amambai e Limão Verde também aderiram ao movimento. Na quarta-feira (15), representantes das duas áreas indígenas bloquearam as rodovias que dão acessos as suas casas.

Na MS 386, Amambai/Ponta Porã, índios Guarani Kaiowá da aldeia Amambai bloquearam a rodovia no período da manhã, liberando o tráfego de veículos a cada meia hora.

Na MS 156, Amambai/Tacuru, a rodovia também ficou bloqueada pela comunidade da aldeia Limão Verde. Das 8 às 11 horas, o tráfego foi interrompido e dezenas de veículos tiveram que aguardar o final da manifestação para seguirem viagem. Neste local, os índios reclamaram que um veículo do exército quase atropelou uma criança quando não concordou em parar e seguiu seu trajeto de forma violenta

Veja outros depoimentos de trabalhadores da Educação de Amambai

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Ao centro, em pronunciamento na quarta-feira (15), a presidente do Simted, professora Olga Tobias Mariano.

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