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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Assistência social: atualidade e perspectivas por profissionais de Amambai

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15/05/2017 09h31

Duas profissionais, Adriana e Priscilla, falam sobre a profissão de assistente social

Fonte: Redação

Amambai (MS)- Atuar no combate às desigualdades da sociedade, acompanhando e propondo soluções para melhorar as condições de vida tanto de crianças e adolescente quanto de adultos. Esta é a função de um assistente social, profissional homenageado nesta segunda-feira (15).

O assistente social tem sido amplamente procurado para trabalhar em equipes multiprofissionais de diferentes setores. A grande maioria dos assistentes sociais brasileiros, segundo o Conselho Federal de Serviço Social, trabalha no setor público, em órgãos municipais, estaduais e federais.

Mas este profissional pode ainda trabalhar como autônomo, prestando consultoria sobre políticas sociais, por exemplo, ou integrar equipes multidisciplinares em empresas privadas, ONGs, associações, movimentos sociais, universidades (como docente ou pesquisador), institutos técnicos, escolas, creches e hospitais, entre outros.

O profissional em Amambai

Segundo o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Amambai conta hoje com 32 profissionais, entre eles, Priscilla da Silva, 35, formada há 12 anos, e Adriana Vieira Justo, 42, que concluiu o curso de Serviço Social em março deste ano.

Assistência social é vocação para Adriana

De acordo com Adriana, a vocação para o serviço social sempre esteve presente em sua vida. “Eu sempre quis ter uma graduação e tinha a preocupação de escolher um curso com o qual eu realmente me identificasse e me encontrei no serviço social, mas eu já entrei sabendo das dificuldades que enfrentaria após formada”, disse Adriana. Entre as dificuldades para o desempenho da profissão, ela fala da desigualdade social.

Adriana Justo ainda não exerce a profissão, mas conta que tem muita vontade de trabalhar com idosos, por conta dos conhecimentos adquiridos durante seu estágio. “Eu fiz o meu estágio no Conviver e lá eu vi que o amor e o carinho deles são tão puros”, lembra a recém-formada. Percebi, continua, que a sociedade os discrimina, por mais que exista o Estatuto do Idoso, ele não é cumprido e eu quero lutar pelos direitos dos idosos.

Adriana se formou em março deste ano pela Unopar e pretende fazer um Mestrado na área. Porque se tornou uma paixão pra mim, eu me envolvi muito com a profissão”, explica Adriana. Atualmente ela trabalha em um supermercado da cidade.

Priscilla fala da ausência de políticas públicas

Priscilla, fomada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e que trabalha há 12 anos como assistente social e os últimos nove na área da saúde indígena, conhece de perto as dificuldades citadas pela colega de profissão.

Priscilla trabalha no Polo Base de Amambai, onde é também instalado a Casa de Apoio ao Indígena (Casai). O polo de Amambai atende as três aldeias de Amambai – Amambai, Limão Verde e Jaguari, a de Coronel Sapucaia e a de Aral Moreira, além de dois assentamentos de retomada. “O nosso trabalho é relacionado a saúde indígena, mas como a política de saúde indígena é praticamente a única existente dentro das aldeias, as demandas vêm todas para nós, mesmo não estando relacionado com saúde, então fazemos as orientações e encaminhamos para os órgãos responsáveis”, afirmou a assistente social.

Priscilla afirma que a assistência social do Polo Base de Amambai atende cerca de 50 casos por mês. “A nossa maior demanda é a violência, o abandono, casos de negligência, mas principalmente o uso de drogas e álcool dentro das aldeias, que são o motivo de muitos desses problemas. (…) por isso trabalhamos muito com a orientação e prevenção, fazendo palestras com a comunidade, porque infelizmente não temos nenhuma política que trabalhe realmente com essa questão mais afundo”, disse Priscila.

Assistencialismo x Assistência Social

Existe ainda certa confusão entre praticar o assistencialismo e a assistência. Adriana explica: gosto de dizer que não quero ser assistencialista, quero ser uma profissional para fazer valer os direitos e deveres do cidadão, porque o assistencialismo você vai lá, você vê e resolve, mas é de imediato, acabou ali, muitas vezes aquela pessoa vai passar por aquilo de novo (…) pretendo ser uma assistente social para fazer cumprir os direitos.

A função do assistente social é trabalhar para intervenção para a resolução de algum problema, explica Adriana, é fazer valer o direito do outro; em todas as áreas: habitação, educação e alimentação, por exemplo.

Mercado de trabalho

Priscilla avalia que a assistência social é uma profissão que vem crescendo. “Já temos conselho, já temos sindicato e número expressivo de profissionais”, diz ela. Hoje a assistência social esta mais vista, continua, antes não era muito vista; já temos profissionais inseridos na saúde, na educação e em vários órgãos públicos e empresas.

A opinião é compartilhada por Adriana. “A assistência social esta em vários lugares: hospitais, presídios e agora em escolas também (…) o campo de trabalho está crescendo e só tem a aumentar”. E finaliza: “Minha expectativa de profissional no futuro é fazer o melhor sempre; quero chegar lá na frente com a sensação de dever cumprido”.

Ambas profissionais sabem da importância do serviço social para a sociedade e por isso dedicam todo seu empenho e amor nos serviços prestados.

Assistência social: atualidade e perspectivas por profissionais de Amambai

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