27/11/2017 16h18
Servidores de todo estado e em Amambai, da escola estadual Felipe de Brum, paralisam suas atividades.
Fonte: Redação
Amambai (MS)- Se posicionando contrários e manifestando sua insatisfação contra a reforma da Previdência estadual, servidores públicos estaduais de Mato Grosso do Sul param nesta terça-feira (28), dia em que acontece a 2ª votação do projeto, na Assembleia Legislativa.
O projeto do governo prevê o aumento do percentual de desconto salarial para a contribuição previdenciária obrigatória de forma “parcelada”.
Por mês, servidores ativos terão descontados 14% dos salários só a partir de maio de 2020, mas a partir de maio de 2018, o desconto, que era de 11%, já subirá para 12% e para 13% a partir de maio de 2019.
Já o percentual de desconto patronal – contrapartida de recolhimento tirada dos cofres estaduais, no caso – sobe de 22% para 24% em maio de 2018 e chega em 25% em maio de 2019.
Segundo o presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) de Amambai, professor Humberto Vilhalva, isso é inadmissível, uma vez que, servidores da educação receberam em 2017 um reajuste de 2,94% e o desconto da contribuição previdenciária terá um aumento de 3%.
“Desde quinta-feira estamos nos mobilizando porque não podemos aceitar esse retrocesso (…) recebemos apenas 2,94% e vão descontar 3%, nós servidores vamos sair no prejuízo e isso não pode acontecer”, ponderou. E acrescentou: “O governo que descontar em nós a má administração que ele vem fazendo e isso é errado”.
Em Amambai, servidores da escola estadual Felipe de Brum estarão paralisando suas atividades.
Servidores manifestaram durante a 1ª votação na semana passada
Um grupo de manifestantes, representantes dos servidores públicos, ocupou na manhã da última quinta-feira (23) o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para impedir que fosse votado pela segunda vez o projeto de reforma do sistema previdenciário. A ocupação dos manifestante resultou na suspensão da sessão.
Mesmo com a sessão suspensa, deputados votaram a proposta do governo, que foi aceita por 15 votos favoráveis e 4 contras.


