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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai, é reverenciada em Amambai

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09/12/2019 19h50

Fieis realizaram atividades durante a semana que homenageia a santa padroeira do Paraguai; novena, almoço e missa reuniram famílias de origem paraguaia que moram em Amambai

Fonte: Redação

Famílias de Amambai de origem paraguaia e fieis a Nossa Senhora de Caacupé renderam suas homenagens a santa na semana que reverencia a padroeira do Paraguai.

O dia 8 de dezembro é a data oficial que homenageia a santa. Desde o dia 1°, os descendentes de paraguaios, que se instalaram em Amambai há décadas, reuniram-se diariamente para a tradicional novena.

A iniciativa acontece há mais de 20 anos e é da família Toledo. O ato de fé, que acontece na casa da matriarca da família, Verônica Toledo, devota de Caacupé, é uma tradição familiar que ultrapassa gerações e é encerrado com a missa do dia 8 que foi realizada na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora. Também no domingo, 8, no Clube Tereré, houve o almoço festivo com a culinária típica paraguaia – bori bori, arroz com galinha e mandioca.

A música fronteiriça também foi atração do encontro das famílias. Músicos como Luciano Inssaurralde, expressão notável da cidade vizinha de Capitan Bado e sempre presente em Amambai; Mariano Bareiro – arpa, Domingo Recalde – violão, bem como os amambaienses Roby Zorelo, Rogério Fernandes e Paula Batista, musicaram o domingo, 8, data oficial que homenageia a santa Nossa Senhora de Caacupé.

Os organizadores da programação religiosa festiva são da família Toledo. O advogado Odil Toledo Puques, um dos que esteve à frente dos eventos, conta que a programação é uma demonstração de devoção à santa, mas também uma oportunidade para promover a fé. “Pessoas com trajetórias de vida diferentes, onde o guarani mistura-se ao português e ao espanhol, comungam sua fé e devoção a Nossa Senhora de Caacupé, a santa que ocupa os principais altares paraguaios e também brasileiros.”

Veja abaixo fotos do almoço do domingo, 8, no Clube Tereré.

Conheça a história de Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai

Caacupé é uma palavra guarani que significa “detrás dos montes” e nome da bela cidade da Cordilheira dos Altos, no Paraguai. Situada a 53quilômetros da capital Assunção, possuí uma das mais lindas paisagens do país e é considerada a Capital Espiritual da República, porque na sua Basílica se venera a Virgem de Caacupé, padroeira da nação.

Segundo a tradição, a cidade nasceu em torno desta devoção mariana. Consta que em 1600 um índio convertido pelos franciscanos, exímio escultor, vivia numa pequena aldeia próxima do povoado de Tabotí. Certo dia ele andava pelas montanhas quando foi capturado pelos temidos índios Mbayes, uma tribo ainda pagã, mas conseguiu escapar e escondeu-se atrás de um gigantesco tronco. Nestes momentos de aflição e angústia, rezou com fervor à Virgem Imaculada para sair vivo dalí. Enquanto esperava prudentemente o tempo passar, esculpiu duas imagens da Virgem Maria: uma grande para colocar na igreja de Tabotí e uma menor para sua devoção pessoal.

Durante a grande enchente do Lago Tapaicuá, em 1603, todo o vale de Pirayú foi inundado e a força das águas arrastou tudo por onde passava. Surpresos, os habitantes da pequena aldeia e o índio escultor, trataram de retirar as crianças, os velhos e os mais fracos. Depois não conseguiram salvar mais nada, nem mesmo a pequena imagem de Nossa Senhora que viram ser levada pela correnteza. Quando as águas recuaram, eles pensaram em abandonar o local, pois as casas estavam quase destruídas. Entretanto, desistiram ao constatar que a imagem da Santíssima Virgem milagrosamente voltara ao mesmo lugar.

Os habitantes reconstruíram a aldeia e começaram a propagar o culto de Nossa Senhora dos Milagres. Outro índio, carpinteiro de profissão, construiu uma pequena capela onde a imagem milagrosa foi colocada no altar e passou a ser cultuada com o nome de Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé.

Ao longo do tempo, essa igreja sofreu várias reformas e ampliações, ganhou vários anexos e chegou à arquitetura do atual Santuário mariano. Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé é venerada anualmente no dia 8 de dezembro. A população lhe dedica uma gratidão tão grande que a padroeira é carinhosamente chamada de Virgem Azul do Paraguai.

Não existe nenhum registro histórico sobre a imagem maior cultuada na igreja de Tabotí, talvez tenha sido levada e destruída pelos índios Mbayes, num dos saques que fizeram contra esse templo.A identidade e o paradeiro do índio cristão escultor permanecem incertos.

(Fonte deste texto: www.oarcanjo.net/site)


No almoço do domingo, 8,  os fieis de Nossa Senhora de Caacupé rezaram o terço e renderam suas graças à santa padroeira do Paraguai.Foto: Moreira Produções / Amambai Notícias

O altar da santa Nossa Senhora de Caacupé instalado no Clube Tereré no domingo, 8.Foto: Moreira Produções / Amambai Notícias





09/12/2019 19h50

Fieis realizaram atividades durante a semana que homenageia a santa padroeira do Paraguai; novena, almoço e missa reuniram famílias de origem paraguaia que moram em Amambai

Fonte: Redação

Famílias de Amambai de origem paraguaia e fieis a Nossa Senhora de Caacupé renderam suas homenagens a santa na semana que reverencia a padroeira do Paraguai.

O dia 8 de dezembro é a data oficial que homenageia a santa. Desde o dia 1°, os descendentes de paraguaios, que se instalaram em Amambai há décadas, reuniram-se diariamente para a tradicional novena.

A iniciativa acontece há mais de 20 anos e é da família Toledo. O ato de fé, que acontece na casa da matriarca da família, Verônica Toledo, devota de Caacupé, é uma tradição familiar que ultrapassa gerações e é encerrado com a missa do dia 8 que foi realizada na Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora. Também no domingo, 8, no Clube Tereré, houve o almoço festivo com a culinária típica paraguaia – bori bori, arroz com galinha e mandioca.

A música fronteiriça também foi atração do encontro das famílias. Músicos como Luciano Inssaurralde, expressão notável da cidade vizinha de Capitan Bado e sempre presente em Amambai; Mariano Bareiro – arpa, Domingo Recalde – violão, bem como os amambaienses Roby Zorelo, Rogério Fernandes e Paula Batista, musicaram o domingo, 8, data oficial que homenageia a santa Nossa Senhora de Caacupé.

Os organizadores da programação religiosa festiva são da família Toledo. O advogado Odil Toledo Puques, um dos que esteve à frente dos eventos, conta que a programação é uma demonstração de devoção à santa, mas também uma oportunidade para promover a fé. “Pessoas com trajetórias de vida diferentes, onde o guarani mistura-se ao português e ao espanhol, comungam sua fé e devoção a Nossa Senhora de Caacupé, a santa que ocupa os principais altares paraguaios e também brasileiros.”

Veja abaixo fotos do almoço do domingo, 8, no Clube Tereré.

Conheça a história de Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai

Caacupé é uma palavra guarani que significa “detrás dos montes” e nome da bela cidade da Cordilheira dos Altos, no Paraguai. Situada a 53quilômetros da capital Assunção, possuí uma das mais lindas paisagens do país e é considerada a Capital Espiritual da República, porque na sua Basílica se venera a Virgem de Caacupé, padroeira da nação.

Segundo a tradição, a cidade nasceu em torno desta devoção mariana. Consta que em 1600 um índio convertido pelos franciscanos, exímio escultor, vivia numa pequena aldeia próxima do povoado de Tabotí. Certo dia ele andava pelas montanhas quando foi capturado pelos temidos índios Mbayes, uma tribo ainda pagã, mas conseguiu escapar e escondeu-se atrás de um gigantesco tronco. Nestes momentos de aflição e angústia, rezou com fervor à Virgem Imaculada para sair vivo dalí. Enquanto esperava prudentemente o tempo passar, esculpiu duas imagens da Virgem Maria: uma grande para colocar na igreja de Tabotí e uma menor para sua devoção pessoal.

Durante a grande enchente do Lago Tapaicuá, em 1603, todo o vale de Pirayú foi inundado e a força das águas arrastou tudo por onde passava. Surpresos, os habitantes da pequena aldeia e o índio escultor, trataram de retirar as crianças, os velhos e os mais fracos. Depois não conseguiram salvar mais nada, nem mesmo a pequena imagem de Nossa Senhora que viram ser levada pela correnteza. Quando as águas recuaram, eles pensaram em abandonar o local, pois as casas estavam quase destruídas. Entretanto, desistiram ao constatar que a imagem da Santíssima Virgem milagrosamente voltara ao mesmo lugar.

Os habitantes reconstruíram a aldeia e começaram a propagar o culto de Nossa Senhora dos Milagres. Outro índio, carpinteiro de profissão, construiu uma pequena capela onde a imagem milagrosa foi colocada no altar e passou a ser cultuada com o nome de Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé.

Ao longo do tempo, essa igreja sofreu várias reformas e ampliações, ganhou vários anexos e chegou à arquitetura do atual Santuário mariano. Nossa Senhora dos Milagres de Caacupé é venerada anualmente no dia 8 de dezembro. A população lhe dedica uma gratidão tão grande que a padroeira é carinhosamente chamada de Virgem Azul do Paraguai.

Não existe nenhum registro histórico sobre a imagem maior cultuada na igreja de Tabotí, talvez tenha sido levada e destruída pelos índios Mbayes, num dos saques que fizeram contra esse templo.A identidade e o paradeiro do índio cristão escultor permanecem incertos.

(Fonte deste texto: www.oarcanjo.net/site)


No almoço do domingo, 8,  os fieis de Nossa Senhora de Caacupé rezaram o terço e renderam suas graças à santa padroeira do Paraguai.Foto: Moreira Produções / Amambai Notícias

O altar da santa Nossa Senhora de Caacupé instalado no Clube Tereré no domingo, 8.Foto: Moreira Produções / Amambai Notícias





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