19/09/2020 08h15
Passados 40 anos, vinil não é mais coisa antiga ou da galera “alternativa”, e neste ano a marca de venda ultrapassou a do CD
Fonte: Raul Delvizio – Campo Grande News
A disputa entre vinil e o CD já é de longa data. Há quem diga que o “primo moderno” é mais versátil, enquanto outros alegam que o som do “vovô” é mais vintage. Mas pela primeira vez em 40 anos, o relatório atualizado da Associação Americana de Indústria de Gravação indicou que o LP velho de guerra superou a marca de vendas do disco compacto.
Aqui na Capital não faltam lugares para conseguir um bolachão de sucesso, e tem gênero musical para todos os ouvidos. “Tenho de tudo um pouco, blues dos anos 60, rock dos anos 70, blues, clássicos da MPB, jazz, forró. Até relíquias dos anos 40 a gente vende por aqui”, comentou Bruno Depino, dono da Hamurabi da Rua 14 de Julho.
Na loja, são aproximadamente 5 mil LPs, enquanto que no depósito ele garante ter por volta de 15 mil unidades. “Por aqui não tenho mais CD, e o vinil continuou a ter a importância de sempre. De uns três anos pra cá, aumentou bastante a venda dos LPs”. A pandemia não atrapalhou essa renda, apenas a venda teve migração para o on-line.
É também o caso do bazar Arco da Velha. E olha que vinil não é mais coisa de “hipster”. “Pra quem é fissurado, deu uma melhorada nas vendas mesmo. As pessoas foram obrigadas a ficarem em casa, e acho que aproveitaram para curtir uma musiquinha”, avalia o vendedor Mário Francis, funcionário do brechó.
De Beatles a Pink Floyd, passando por Donnna Summer, Jimmy Hendrix e até trilha de novela. Lá também tem de tudo, com valor promocional por R$ 5 até item de colecionador de R$ 350. Mas a média de preço é na faixa dos R$ 50. “Tudo depende da prensagem, se é importada ou nacional, assim como o estado de conservação do produto, da capa”, explica Francis.

