10/01/2017 13h01
Fonte: Caarapó News
Amambai (MS) – Trechos de rodovias estaduais que cortam a região Cone Sul de Mato Grosso do Sul permanecem em condições precárias.
São buracos no asfalto, falta de acostamento, sinalização e em determinados trechos a situação de abandono é sinônimo de prejuízos, provocando estouro de pneus, danificando suspenção de veículos, além de colocar em risco a segurança de quem trafega e representar um verdadeiro obstáculo para o desenvolvimento da região.
Na MS-156, trecho que liga Amambai a Caarapó, reparos foram realizados e cerca de 35 quilômetros, compreendendo a cidade de Amambai até a região da Fazenda Campanário, falta sinalização, o estado da pista é irregular, mas não tem buracos.
Uma empresa contratada pelo Governo do Estado para fazer a manutenção das rodovias pavimentadas e não pavimentadas da região estava realizando o paliativo “tapa-buracos”.
Acontece que no final do mês passado (dezembro), a empresa desistiu de realizar o trabalho e rescindiu o contrato com o Estado.
Sem manutenção, com chuvas frequentes e trafego intenso, os aproximados 35 quilômetros da rodovia estadual entre a Fazenda Campanário e a cidade de Caarapó tem trechos que estão praticamente intransitáveis.
A posição do Governo
Em entrevista a uma emissora de TV no final do mês passado, o secretário de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, Ednei Marcelo Miglioli, falou sobre rodovias.
Em relação a MS-156, Marcelo Miglioli informou que o atraso no projeto técnico é que estaria implicando no processo para o recapeamento total da rodovia entre Amambai e Caarapó.
Segundo Miglioli, a empresa contratada pelo Estado deveria ter entregado o projeto técnico da rodovia pronto até o mês de agosto do ano passado, 2016, mas não cumpriu tal prazo e inclusive estaria pagando multa por conta desse atraso.
De acordo com o secretário de Estado, o projeto seria entregue o mais tardar neste início de ano e com o projeto na mão, o Governo do Estado vai trabalhar para lançar a obra o mais rápido possível.
Em relação a paralisação da manutenção (tapa-buracos) com a desistência da empresa então responsável pelos reparos, o coordenador político da Secretaria de Estado da Casa Civil de Mato Grosso do Sul, que atende a região de Amambai, Adir Teixeira de Oliveira, informou a reportagem do grupo A Gazeta na quinta-feira, 5 de janeiro, que o Governo do Estado já está providenciando outra empresa para substituir a empresa desistente e buscar restabelecer o trabalho de manutenção o mais rápido possível.
Até esse domingo, dia 8 de janeiro, os reparos não haviam sido retomados.
Internautas
Alguns internautas que tomaram conhecimento da situação aproveitaram o Facebook para comentar o problema. Veja o que disseram.
“Para ser sincera, é dá nojo”, disse Rosilene Santos.
“Isso é uma vergonha, se não pagamos os impostos somos cobrados e punidos. E agora quem será punido por esse asfalto em péssimas condições?”, observou Diorgines Alba.
“Eu não tô vendo vergonha só tô vendo buracos”, brincou Martim da Silva. Já Renato Couto disse este é o IPVA que pagamos.
“Dezembro de 2015 passei por aí é já era horrível não dava pra passar de 20km/h hoje deve estar bem pior, vergonha!”, comentou Rodrigo Oliveira. Enquanto que Dirce Azevedo perguntou cadê os impostos que somos obrigados a pagar? A população só tem obrigação direitos zero. Vergonha.


