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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Amambai avança e ganha espaço na defesa dos direitos das mulheres

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03/03/2017 00h09

1ª Pedalada das Mulheres de Amambai acontece no domingo (5) e é uma das atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres

Fonte: Redação

Neste domingo (5), acontece a 1ª Pedalada das Mulheres de Amambai; iniciativa que objetiva marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, e promover o convívio familiar.

A iniciativa do MMA – Movimento de Mulheres de Amambai -, em parceria com a ACA – Associação dos Ciclistas Amambaienses, tem ainda o apoio de várias instituições governamentais e não governamentais.

A participação no evento da Prefeitura de Amambai, através da Coordenadoria de Defesa dos Direitos das Mulheres, da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (3ª CIPM) de Amambai, do 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado (17º RC Mec), da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Câmara de Vereadores, Sanesul e do comércio em geral reflete o envolvimento da comunidade na defesa dos direitos das mulheres, em especial, no combate à violência doméstica.

A 1ª Pedalada das Mulheres de Amambai é uma das atuais ações relacionadas à população feminina. A manutenção da Coordenadoria de Defesa dos Direitos das Mulheres com a nomeação da advogada Rhaissa Siviero, como gestora – a pasta foi criada na gestão passada e ocupada inicialmente pela economista doméstica Zélia Borges -, a criação do grupo Coletivo Feminista Somos Todas Dorcelinas, o fortalecimento da Associação Mãos que Produzem Arte – projeto de produção coletiva de gêneros alimentícios envolvendo mulheres -, a gestão pela implantação da Delegacia da Mulher e a necessidade de criação da Casa da Acolhida, para as mulheres vítimas de violência são exemplos do progresso e investimentos feitos pela garantia de direitos civis.

Pedalada das Mulheres

A saída da 1ª Pedalada das Mulheres de Amambai está marcada para acontecer às 8 h na Praça Coronel Valêncio de Brum. O passeio ciclístico, segundo a presidente do MMA, Derli Jaime, é aberto a todos, não só as mulheres. “Tem muita gente envolvida neste trabalho de domingo (…) todos imbuídos num só objetivo (…) é uma atividade para a família, a ideia é que a família venha participar, o marido, os filhos, as mulheres(…) queremos resgatar os valores da família e de uma vida saudável”, explica Derli.

O percurso não será longo e o passeio ciclístico prevê uma parada na Polícia Militar, onde acontecem atividades para os participantes. Após uma volta pela cidade, a atividade será encerrada na Rua 7 de Setembro, em frente a Prefeitura, onde acontece um “aulão” de zumba, atividades esportivas e dicas de saúde; todas ao ar livre.

Inscrições para a Pedalada

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até a véspera, no sábado (4) na Bicicletaria Pedal de Prata, situada aos fundos da loja Fernandes Calçados, no centro da cidade.

Maiores informações sobre a 1ª Pedalada das Mulheres na “Cidade Crepúsculo” poderão ser obtidas pelos fones (67) 99646-7445 ou (67) 99952-6419.

Outras programações

A Pedalada marca a abertura da semana da mulher; no decorrer do mês há outras atividades, entre elas, uma ação do Coletivo Feminista Somos Todas Dorcelinas no dia 8 de março, na praça Cel. Valêncio de Brum.

Projeto Mulher Segura

A Polícia Militar também participa da programação não apenas durante a Pedalada, quando policiais farão o balizamento dando segurança durante todo o percurso, como divulgando e fortalecendo o Projeto Mulher Segura, uma iniciativa da instituição militar. “O objetivo é nós levarmos a mensagem da não violência contra as mulheres de Amambai” fala o comandante da PM, major Carlos Magno.

Ele é um dos envolvidos na linha de frente do movimento de defesa dos direitos das mulheres.
Com o Projeto Mulher Segura, iniciado por seu antecessor, major Josafá Dominoni, a defesa pelos direitos das mulheres foi institucionalizada no município.

O projeto é uma ação transversal e especializada para aprofundar a proteção e a garantia do direito das mulheres e meninas. A iniciativa busca o fortalecimento da lei Maria da Penha e a diminuição da violência doméstica e de gênero, através do atendimento diferenciado e humanizado realizado pela Polícia Militar à mulheres e meninas com direitos violados, com uma metodologia de intervenção que é a visita domiciliar comunitária.

Delegacia da Mulher e Casa da Acolhida

A expectativa das instituições governamentais e não governamentais que Atuam na defesa dos direitos das mulheres é pela implantação da Delegacia da Mulher e criação da Casa da Acolhida, local para atendimento e proteção das mulheres vítimas de violência.

“Tanto a Delegacia como a Casa da Acolhida são fundamentais no combate à violência (…) haverá um atendimento mais humanizado para a mulher que chega à delegacia para registrar esse caso de violência (…) e o atendimento será para toda região”, fala o major Carlos Magno. O comandante da PM de Amambai afirma ainda que para o Projeto Mulher Segura é fundamental a delegacia. Em sua avaliação, no quesito garantia dos direitos das mulheres, “nós [a cidade de Amambai] estamos em um patamar acima de outros municípios”.

Gestão política

Derli Jaime explica que o MMA, através de diretores, esteve em Campo Grande buscado apoio para a viabilidade das duas principais demandas – Delegacia da Mulher e Casa da Acolhida. Na Assembleia, obtiveram respaldo dos deputados, entre eles, a deputada Antonieta Morim, presidente da Comissão da de Defesa dos Direitos da Mulher. A parlamentar aciono o governador de Estado que deu seu aval para a implantação das reivindicações. “O governador demonstrou interesse em instalar a Delegacia da Mulher em Amambai”, diz a presidente do MMA.

O envolvimento do delegado de Polícia Civil de Amambai, Mikail Gouveia, e a realização de uma audiência pública no dia 16 de dezembro são também forças para a concretização das lutas. Lutas antigas, que remete à fundação do Movimento, em 2003.

“A audiência pública [realizada em dezembro para ampliar a discussão pela Delegacia da Mulher] firmou esse compromisso perante a sociedade presente (…) o delegado Mikail convocou as mulher e estamos buscando adesões, visitando outros municípios”, pondera Derli.

Ela finaliza: “O MMA tem feito este trabalho de buscar parcerias, o MMA é uma luta para que os nossos direitos, não só das mulheres, mas da família, sejam atendidos”.

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