19.7 C
Dourados
quinta-feira, 9 de julho de 2026

Greve Nacional em Mato Grosso do Sul

- Publicidade -

15/03/2017 16h32

Greve Nacional em Mato Grosso do Sul para o transporte coletivo e leva mais de 20 mil as principais ruas da Capital

As ações ocorrem desde às 3h da manhã e ainda não terminaram, neste momento os trabalhadores estão acampados na frente do condomínio onde mora o deputado federal, Carlos Marun (PMDB).

Fonte: Assessoria

Mato Grosso do Sul acordou com o som da luta nesta madrugada de 15 de março, quarta-feira, muitos ainda não sabiam o que estava acontecendo, apenas aguardavam os ônibus públicos que nunca chegavam e isso foi resultado da primeira ação da Greve Nacional contra a Reforma da Previdência, que começou às 3h da manhã e fez com que os mais diversos sindicatos do transporte, com apoio de outros segmentos, parecem os coletivos, antes que os mesmos saíssem das garagens para o dia de trabalho. Essa ação já gerou grande impacto, pois parou a cidade e logo após essa mobilização os mais diversos segmentos seguiram para a praça Ary Coelho, no centro da cidade, onde fizeram um grande ato e passeata com mais de 20 mil pessoas.

A educação pública é um dos carros chefes da mobilização nacional em MS, com a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e seus 73 sindicatos de base, que conseguiram fechar mais de 95% das escolas públicas das redes municipais e estaduais do Estado, participar com pessoas de várias partes do Estado nas ações em Campo Grande e ainda realizar atos, passeatas e audiências na maioria dos municípios, como o fechamento, junto com os trabalhadores rurais, da BR 163 com a 267, em Nova Alvorada, acesso ao sul do Estado, durante toda manhã também.

Após as ações da manhã na capital, os trabalhadores dos mais diversos setores, seguiram para a casa do deputado federal, Carlos Marun (PMDB), que já se declarou favorável à Reforma da Previdência e atualmente é presidente da Comissão que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata sobre este assunto, na Câmara Federal. O parlamentar mora no Pq. Residencial Damha II, um complexo de três condomínios de luxo, que atualmente abriga cerca de cinco mil pessoas.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, a ação que teve data e hora para começar, não tem dia certo para ser encerrada, pois a ideia dos movimentos sociais e sindicais que organizam o protesto é justamente mostrar aos parlamentares federais de Mato Grosso do Sul que o povo é organizado e sabe batalhar pelos seus direitos. “Ou param esta reforma absurda ou paramos o Brasil, não podemos mais ver a classe trabalhadora, responsável pelo desenvolvimento deste país, sofrendo nas mãos de seus governantes, principalmente de um governo ilegítimo como o do Michel Temer (PMDB) que vem com a ideia de diminui a nossa previdência, aumentar a idade da aposentadoria, igualar o tempo de serviço entre homens e mulheres, entre outras barbaridades”, explicou.

Sobre o acampamento em frente à casa do deputado Marun, o secretário de finanças da FETEMS, Jaime Teixeira, ressaltou que se ele defendesse a classe trabalhadora como defendeu, com unhas e dentes, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, nada disso estaria acontecendo. “Se o Marun nos defendesse como defendeu o Cunha com certeza não estaríamos em frente à sua casa. Hoje ele é presidente da Comissão na Câmara e pode mudar esta reforma absurda, feita de cima pra baixo, com justificativas facilmente derrubáveis, como o rombo. Em 2015, a Seguridade Social teve um saldo positivo de 11 bilhões de reais. Portanto, não há uma falência no sistema como alega o governo Temer”, ressalta.

Portanto a Greve Nacional segue por tempo indeterminado em MS, todos os dias a organização do acampamento, montando na frente da casa do deputado Marun (PMDB), soltará a programação do dia para a imprensa.

Saiba mais sobre a Reforma da Previdência:

• Para conseguir uma aposentadoria de 100% do salário de benefício, o trabalhador terá que contribuir com o INSS durante 49 anos e ter idade mínima de 65 anos. A regra vale para homens e mulheres. Portanto, seu(ua) filho(a) terá que começar a contribuir aos 16 anos de idade.

• O tempo mínimo de contribuição para se conseguir o direito à aposentadoria passa de 15 para 25 anos para homens e mulheres.

• A proposta de Reforma da Previdência também muda a aposentadoria dos servidores públicos. A idade mínima também será de 65 anos para homens e mulheres e mínimo de 25 anos de contribuição. A alíquota de contribuição da categoria passa de 11% para 14%.

• A aposentadoria especial dos(as) professores(as) também é alterada. Ninguém poderá aposentar com idade inferior a 55 anos e pelo menos 20 anos de contribuição.

• Os dependentes de pensão por morte também ficam com direitos reduzidos, o cônjuge só receberá 50% do salário de benefício, e menores de 21 anos receberão 10%. As regras valem para trabalhadores do setor privado, servidores públicos e políticos.

• O trabalhador rural perde a garantia de segurado especial e passa a contribuir com a Previdência pagando alíquota estimada de 5%. As regras da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e mínimo de 25 anos de contribuição também vale para a categoria.

• A aposentadoria por invalidez só será concedida ao segurado que sofrer acidente de trabalho.

Foto: Divulgação

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-